Por Patrícia Carvalho Pinheiro
ARTE CLÁSSICA
A historia da arte
Clássica é a arte e cultura dominante na Grécia antiga, entre o séc. VI e séc.
IV a.C., que se estenderia pela influencia exercida na Roma antiga. Com uma
sociedade menos ligada a religião, a arte que antes era encomendada para
representar os deuses, encontra uma forma de ligar os homens aos deuses.
A arte Clássica grega
criou uma grandeza estética e seu sistema de proporções ideais marcaram a
civilização ocidental. A arte Clássica grega entra em decadência no
séc. I a.C., com a arte romana tomando seu lugar. É claro que a arte
romana sofreu muita influência da arte grega, mas a arte romana também criou
suas própria características, como a pintura nas paredes e os estilos
arquitetônicos toscano e composto.
- Os gregos antigos
se destacaram muito no mundo das artes. As esculturas, pinturas e obras de
arquitetura impressionam, até os dias de hoje, pela beleza e perfeição.
- Os artistas gregos
buscavam representar, através das artes, cenas do cotidiano grego,
acontecimentos históricos e, principalmente, temas religiosos e mitológicos. As
grandes obras de arquitetura como os templos, por exemplo, eram erguidos em
homenagem aos deuses gregos.
A arquitetura grega
antiga pode ser dividida em três estilos:
1 – Coríntio -
pouco utilizado pelos arquitetos gregos, caracterizava-se pelo excesso de
detalhes. Os capitéis
as colunas eram,
geralmente, decorados com folhas.
2 – Dórico - estilo
com poucos detalhes, transmitindo uma sensação de firmeza.
3 – Jônico - este
estilo transmitia leveza, em função dos desenhos apresentados, principalmente
nas colunas das construções. Outra característica deste estilo era o uso de
base circular.
LITERATURA
As obras da
literatura grega antiga são datadas entre o séc. VIII a.C. e o séc. IV d. C.,
ou seja, aproximadamente 1200 anos de tradição literária ininterrupta. Dividida
em 3 fases: ARCAÍCA, CLÁSSICA, HELENÍSTICA.
1) Período Arcaico
(séc. VIII-VI a.C.)
No período arcaico da
história grega aparecem dois importantes gêneros literários, que terão
continuidade até os dias de hoje, a poesia épica e a poesia lírica.
- A Poesia
Épica (séc. VIII a.C): se conservam nela reminiscências que remontam à
Guerra de Tróia e à época micênica (séc. XII a.C.). É poesia épica a epopéia
homérica, representada nos dois poemas atribuídos a Homero, a Ilíada e Odisséia.
Tradicionalmente
vinculada a poesia épica está também a Teogonia, de Hesíodo, e seu
poema didático, Os Trabalhos e os Dias.
- A Poesia
"Lírica" (séc. VII e VI a.C.): Representada por autores como
Alceu, Safo, Estesícoro, Alcmano, etc...
Surge junto com a
filosofia dos pré-socráticos (Tales, Heráclito, Parmênides, Demócrito, etc...).
Os textos de
filosofia são as primeira obras em prosa que temos dos gregos, embora alguns
filósofos também utilizassem a poesia. A poesia era a única forma de expressão
literária.
2) Período
Clássico (séc. V-IV a.C.)
Tradicionalmente o
período é delimitado por dois acontecimentos marcantes. Se inicia em 480 a.C.,
com a vitória dos gregos sobre os persas. E finaliza em 338 a.C., com Filipe da
Macedônia, o pai de Alexandre, conquistando Atenas.
- séc. V a.C.: O
chamado "Século de Péricles", quando Atenas é a mais importante
cidade e grande centro cultural da Grécia.
Temos nas letras o desenvolvimento do Teatro, dentro do qual se destaca a tragédia, com os três grandes autores, Ésquilo, Sófocles, Eurípides, e da História, com Heródoto e Tucídides.
Temos nas letras o desenvolvimento do Teatro, dentro do qual se destaca a tragédia, com os três grandes autores, Ésquilo, Sófocles, Eurípides, e da História, com Heródoto e Tucídides.
- séc. IV a.C: É
quando surge a filosofia de Platão e Aristóteles, a Comédia chega ao seu ápice
com Aristófanes e a Oratória ganha destaque com Ésquines e Demóstenes.
3) Período
Helenístico (338 a.C - 30 a.C) e Greco-Romano
Se inicia com a
hegemonia macedônica sobre a Grécia, devido as conquistas de Alexandre, o
Grande. Outros centros de atividade, como Alexandria e Pérgamo, substituem
Atenas.
Novos gêneros são
criados, como a novela. Roma conquista a Grécia e recebe sua influência, que
transmite para o mundo, especialmente nas regiões orientais.
Autores como
Apolodoro (mitógrafo), Menandro (comediógrafo), Calímaco (poeta lírico), são
representativos dessa época.
A épica ressurge com
Apolônio de Rodes, autor da Argonautica. É nesse período que,
primeiro, o Velho Testamento é traduzido do hebraico para o grego e, mais tarde,
o Novo Testamento é escrito em grego koiné, um dialeto derivado do
grego ático.
PRINCIPAIS
CARACTERÍSTICAS DA ARTE CLÁSSICA: CRIATIVIDADE, PARTICULARIDADE, UNIVERSALIDADE
1º) CRIATIVIDADE: uma
extraordinária capacidade de invenção, de descoberta, de renovação. Nela se vê
surgir muitos gêneros literários novos: lírica, tragédia, comédia, história,
filosofia, biografia, novela. Esta capacidade criativa paradoxalmente aparece
em uma região muito pequena, à margem das grandes civilizações orientais, como
o Egito e a Pérsia. Portanto, esta literatura que hoje chamamos de
"clássica" não foi nada estável ou imóvel em sua época.
2º) PARTICULARIDADE: uma
literatura fortemente ancorada na vida coletiva grega. O autor é antes de tudo
um membro de sua comunidade, e mais tarde, um cidadão de sua cidade, e cria
para ela. A vida política está fortemente presente nas obras da literatura
grega, e por esse motivo sempre devemos nos ocupar do seu contexto histórico.
3º) UNIVERSALIDADE: a
pesar dessa particularidade, a literatura grega antiga apresenta um aspecto
mítico, no sentido de tocar em temas fundamentais da existência humana. Sua
força simbólica continuou agindo sobre leitores distantes no tempo e no espaço,
pois levanta questões que transcendem os limites da sua particularidade. Os
mitos gregos tem ligações com experiências e sentimentos pré-históricos e que
constituem patrimônio de toda a Humanidade. É uma das portas a este fundo
humano e, se não é a única via de acesso a esta experiência ancestral, já que
temos as vias da literatura oriental ao seu lado, é a mais bem documentada. Em
toda obra grega encontramos questões que transcendem os limites do tempo e do
espaço, como Morte/Vida, Família, Sexualidade, Indivíduo/Coletividade,
Dor/Prazer, Violência/Paz, etc...
A ARTE MEDIEVAL
TEOCENTRISMO = Deus
como centro
O homem via Deus como
centro do universo e praticamente toda a produção artística era religiosa. A
arquitetura, pintura e as esculturas representavam cenas bíblicas, anjos e
santos.
A LITERATURA MEDIEVAL
Introdução
Uma das principais
características da literatura na Idade Média é a importância dada aos temas
religiosos. Os textos e livros eram escritos principalmente por monges e
integrantes do alto clero (bispos, arcebispos, papa). Como a maioria da
população não sabia ler na Idade Média, esta literatura ficava restrita aos
integrantes do clero e membros da nobreza.
Principais
características da Literatura Medieval:
- Abordagem de temas religiosos:
vida de santos, alma humana, moral cristã, existência de Deus, passagens da
Bíblia Sagrada, interpretações religiosas de aspectos cotidianos, etc.
- Influência da
filosofia grega, principalmente dos filósofos Aristóteles e Platão.
- Textos escritos em
latim.
- Livros feitos à mão
e copiados (reproduzidos) pelos monges copistas.
- Usavam o pergaminho
para escrever os textos.
- Os livros eram
ilustrados com iluminuras (desenhos feitos nas margens).
- A partir do século
XII começam ser escritos textos relatando feitos heroicos, guerras e batalhas,
Cruzadas e a vida dos cavaleiros medievais. Neste contexto, destaca-se o Ciclo
Literário Arturiano, que se refere ao Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola
Redonda.
Trovadorismo
O trovadorismo foi a
primeira manifestação literária da língua portuguesa. Surgiu no século XII e
destacou-se pelas cantigas de amor, de escárnio, de maldizer e de amigo. Os
mais importantes trovadores deste período foram: Paio Soares de Taveirós, Dom
Dinis e Dom Duarte.
Principais escritores
medievais:
- Boecio
- Geoffrey Chaucer
- Giovanni Boccaccio
- Santo Agostinho
- São Tomás de Aquino
- Paio Soares de Taveirós
- Dante Alighieri
- Geoffrey Chaucer
- Giovanni Boccaccio
- Santo Agostinho
- São Tomás de Aquino
- Paio Soares de Taveirós
- Dante Alighieri
O
ESTILO GÓTICO
Os séculos XI e XII são séculos de
mudanças sociais, políticas e económicas que em muito vão
fazer despoletar as necessidades de uma expressão artística mais adequada às
novas premissas sociais.
O comércio está em expansão e a Flandres, como centro das
grandes transações comerciais, leva ao desenvolvimento das comunicações e rotas
entre os diversos povos e reduz as distâncias entre si, facilitando não só o
comércio de bens físicos, como também a troca de ideais estéticos entre os países. A
economia prospera e nasce um novo mundo cosmopolita que se alimenta do
turbilhão das cidades em crescimento e participa de um movimento intelectual em
ascensão.
Paralelamente
assiste-se ao crescimento do poder político representado pelo monarca e à solidificação do Estado unificado, poderosa
entidade que vai aspirar a algo que lhe devolva a dignidade e a glória de
outros tempos e que ajude a nação a apoiar a imagem do
soberano .
A igreja, por seu lado, vai
compreender que os fiéis se concentram nas cidades e vai deixar de estar tão
ligada à comunidade monástica, virando-se agora
para o projeto do que será o local por excelência do culto religioso, a catedral. Ao contrário da
construção humilde e empírica do românico, a construção religiosa gótica abre
portas a um espaço público de ensinamento da história bíblica, de grandiosidade,
símbolo da glória de Deus e da igreja, símbolo
do poder económico da burguesia, do estado e de
todos os que financiaram a elevação do emblema citadino.
Quando a nova
estética se expande além das fronteiras francesas, a sua origem vai ser a base
para a sua designação, art
français,francigenum opus (trabalho
francês) ou opus modernum (trabalho moderno). Mas vai ser só
quando o Renascimento toma o lugar da linguagem anterior que os novos valores
vão entrar em conflito com os ideais góticos e o termo actual nasce. Na Itália
do século XVI , e sob a fascinação pela glória e cânones da antiguidade clássica, o termo gótico vai ser referido pela primeira vez por Giorgio Vasari, considerado o
fundador da história da arte. Aos olhos deste
autor e dos seus contemporâneos, a arte da Idade Média, especialmente no campo
da arquitetura, é o oposto da perfeição, é o obscuro e o negativo,
relacionando-a neste ponto com os godos, povo que semeou a destruição na Roma Antiga em 410. Vasari cria assim o termo gótico com fortes conotações pejorativas,
designando um estilo somente digno de bárbaros e vândalos, mas que nada tem a
ver com os antigos povos germânicos (visigodos e ostrogodos).
Somente alguns
séculos mais tarde, durante o romantismo nas primeiras décadas
do século XIX, vai ser valorizada
a filosofia estética do gótico. A arte volta-se novamente para o passado, mas
agora para o período misterioso e desconhecido da Idade Média. Goethe, também fascinado pela imponência das grandes catedrais
góticas na Alemanha, vai acabar por
ajudar ao impulso desta redescoberta da originalidade do período gótico,
exprimindo as emoções que lhe são despertas ao admirar os gigantes edifícios de
pedra.
Neste momento nasce o neogótico que define e expande
o gosto pela utilização de elementos decorativos góticos e que reconhece pela
primeira vez as diferenças artísticas que separam o estilo românico do gótico.
O BARROCO
O
barroco se desenvolve no seguinte contexto histórico: após o processo de
Reformas Religiosas, ocorrido no século XVI, a Igreja Católica havia perdido
muito espaço e poder.
Mesmo
assim, os católicos continuavam influenciando muito o cenário político,
econômico e religioso na Europa.
A arte
barroca surge neste contexto e expressa todo o contraste deste período: a
espiritualidade e teocentrismo da Idade Média com o racionalismo e
antropocentrismo que culminaria no Renascimento.
O
barroco foi uma tendência artística que se desenvolveu primeiramente
nas artes plásticas e depois se manifestou na literatura, no
teatro e na música. O berço do barroco é a Itália do século XVII, porém se
espalhou por outros países europeus como, por exemplo, a Holanda, a Bélgica, a França e a Espanha. O barroco permaneceu vivo no mundo das
artes até o século XVIII. Na América Latina, o barroco entrou no século
XVII, trazido por artistas que viajavam para a Europa, e permaneceu até o
final do século XVIII.
Barroco = A palavra deriva do espanhol Barueco,
que significa pérola irregular.
O
Barroco brasileiro foi totalmente influenciado pelo barroco português.
A
grande produção artística barroca no Brasil ocorreu nas cidade auríferas de
Minas Gerais, no chamado século do ouro (século XVIII). Estas cidades eram
ricas e possuíam um intensa vida cultura e artística em pleno desenvolvimento.
O
principal representante do barroco mineiro foi o escultor
e arquiteto Antônio Francisco
de Lisboa.
Sua
obras, de forte caráter religioso, eram feitas em madeira e pedra-sabão, os
principais materiais usados pelos artistas barrocos do Brasil. Podemos citar
algumas obras de Aleijadinho:
Durante
os séculos XV e XVI intensificou-se, na Europa, a produção artística e
científica. Esse período ficou conhecido como Renascimento ou Renascença.
RENASCIMENTO
As
conquistas marítimas e o contato mercantil com a Ásia ampliaram o comércio
e a diversificação dos produtos de consumo na Europa a partir do
século XV. Com o aumento do comércio, principalmente com o Oriente, muitos comerciantes
europeus fizeram riquezas e acumularam fortunas. Com isso, eles dispunham de
condições financeiras para investir na produção artística de escultores,
pintores, músicos, arquitetos, escritores, etc.
Neste
período, era muito comum as famílias nobres encomendarem pinturas
(retratos) e esculturas junto aos artistas... Leonardo, Michelangelo, Rafael e
Donatello.
O período do Renascimento
Cultural ou Renascença marca
a divisória entre a Idade Média, a dita "era das trevas", da
"idade da luz", que seria a Idade Moderna. Embora costuma-se ler nos
livros de história do ensino médio e fundamental, que o Renascimento fora uma
época que abarcou os séculos XV e XVI, alguns historiadores preferem
dizer que na realidade o Renascimento não durou um século em si, mas fora
um processo que iniciou-se por volta do final do século XIII e se estendeu até os fins do século XVI ou em alguns casos até
mesmo nos idos do século XVII.
De qualquer forma, este recorte temporal que abrange mais de três séculos, não
perfaz um progresso contínuo, essencialmente a renascença fora de caráter
profundamente local, ficando quase que restrita as cidades italianas, fato este
que se elaborarmos uma lista simples de dez artistas renascentistas, pelos
menos oito serão italianos ou os próprios dez serão italianos. Isso não
significa que a influência artística do renascimento não se espalhou por outras
terras, ela se espalhou mas, de forma lenta e não gradativa.
O movimento surgiu nas cidades-estados italianas e, graças a seus
humanistas e artistas, matemáticos e engenheiros, banqueiros e homens de
negócios, a península itálica foi vanguarda dessa revolução cultural que dali
se estendeu para o resto da Europa.
Locais como a França, Espanha, Alemanha, Países
Baixos, e posteriormente, Portugal e Inglaterra, foram as nações que
tiveram influencia dos ideais artísticos e culturais dos italianos. Mas isso
não foi algo que ocorreu num dia para o outro, houve em alguns lugares
rejeições a este ideal artístico, alguns dos motivos serão visto mais a frente,
e m outros casos, a falta de recursos, de mecenas para patrocinar estes
artistas era um problema que não levava a ida destes artistas para estes
locais, os quais preferiam viver nas cidades italianas, em contra partida,
os artistas destas outras nações que queriam seguir estes ideais, tinham que ir
estudar na Itália ou até mesmo viver nesta.
Fatores importantes para compreender o contexto da Renascença: primeiro,
as cidades italianas foram as precursoras e difusoras do renascimento, mas para
que isso viesse acontecer muito teve que ocorrer. Antes das cidades começarem a
se revigorar no século XIII, os séculos XI e XII foram
marcados pelas cruzadas,
por mais que tenham sido fracassadas em sua missão principal que era
reconquistar a Terra Santa das mãos dos muçulmanos, as nove cruzadas e os
vários anos de guerra, gerou riqueza e miséria para alguns, alguns territórios
acabaram de fato sendo conquistados pelos cruzados, e isso permitiu que portos
antes não acessíveis para os mercadores cristãos, agora lhes fosse acessíveis;
Segundo, o comércio a partir do das primeiras décadas do século XIII voltou a
fluir cada vez mais nos principais portos da Itália, e logo foi se estendendo para
outras nações de forma mais lenta. As cidades de Florença, Siena, Veneza, Gênova começaram a se destacar nesta época. Mas, nem tudo era
uma paz duradoura. O historiador francês Fernand
Braudel, demonstra em seus trabalhos, que a Itália vivenciou períodos
de paz e prosperidade, e períodos de guerra e decadência, entre dos séculos XIV
ao XVI. Foi neste contexto turbulento que Maquiavel escreve o seu famoso O Príncipe, e será em meio às
guerras, que Leonardo da Vinci aparecerá
por seu trabalho como engenheiro militar.
Se por um lado a guerra e a paz marcaram as diretrizes destas
cidades pelos séculos seguintes, no setor econômico, militar, politico e
financeiro, a influência para as artes veio de uma reforma realizada no
setor educacional e se assim posso chamar, no campo da tradução, e no direito.
O século XII, marca uma renovação no campo das letras, algo que ainda ficou
restrito ao clero e a poucos nobres, em geral da nobreza aos pobres, grande
parte da população europeia era analfabeta. Mesmo assim, houve uma crescente
fundação de novas escolas (apenas os nobres e abastados podiam estudar nestas
escolas), houve uma revigoração nas leis, passou-se a se utilizar cada vez
mais os preceitos legislativos, executivos e judiciários do direito romano, até então o direito
romano já era utilizado, mas este dividia espaço com o direito canônico que
ainda permaneceria e o direito comum, ou seja, o direito referente a cada povo.
A utilização do direito romano e a ampliação de sua abrangência contribuiu para
acertar brechas nas leis, e problemas legais, já que cada povo queria ser
julgado por suas próprias leis, e neste caso, na Europa medieval o poder e
a legislação eram bem fragmentados. Mas, outro ponto interessante que vem deste
fator e a importância dada aos políticos, a história e até mesmo a literatura
romana, fatores que seriam resgatados mais tarde e originaria a Renascença
política.
No campo da tradução, o acesso aos documentos árabes, conquistados na
Península Ibérica ao longo da Reconquista e
nas Cruzadas, ajudou a
introduzir novos conhecimentos nos campos das ciências, literatura, filosofia e
politica. Os árabes eram exímios compiladores, e copiaram muitos dos
textos da Antiguidade, como dos gregos, romanos, egípcios, hebreus, persas etc.
O conhecimento adquirido por estes passou as ser "compartilhado" com
o Ocidente.
Nas artes
o estilo gótico predominaria
no setor sacro, seja na arquitetura, pintura, iluminura, escultura etc. O
gótico seria bem visível nas grandiosas e complexas catedrais
medievais. Sua aceitação no gosto eclesiástico, e popular, barrou a
expansão da arte renascentista em alguns locais.
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