BRASIL
REDEMOCRATIZADO
Por
Patrícia Carvalho Pinheiro
A economia capitalista brasileira se divide
na aplicação de Planos Econômicos após a ditadura militar que tinham como
objetivo conter gastos públicos, conter a inflação e aumentar a produtividade industrial,
principalmente nos setores da Construção Civil e na Indústria automobilística.
PLANO COLLOR:
Consistiu numa política de retenção dos valores monetários da população
(confisco da poupança e salários restrito ao saque de Cr$50,00 por mês) o que desacelerou
o consumo e obrigou a indústria a abaixar os custos e, consequentemente, os
preços dos produtos. A classe média foi a principal prejudicada. Denúncias de
corrupção levaram ao Impeachment do presidente Collor em 1992.
PLANO REAL: Elaborado
pelo então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso consistia em
regularizar a economia brasileira na base do dólar (1 dólar = à 1 real),
fortalecendo a moeda brasileira; acabar com a inflação com a política do
aumento de produtos importados, baixando os preços dos produtos nacionais;
diminuir gastos públicos com as privatizações de estatais; e atração de
recursos estrangeiros (dólares) através de empréstimos ao FMI. Foi o plano mais eficiente da economia
brasileira, vigorando até os dias atuais. Foi muito eficiente principalmente
durante os governos Itamar Franco e o 1º Governo FHC. No entanto, o
endividamento do país junto ao FMI e a crise econômica internacional de 1998
(quando o FMI parou de emprestar dinheiro às economias emergentes, e passou a
cobrar dívidas), fez com que a economia brasileira se estagnasse no 2º governo
FHC. Foi necessário a desvalorização da moeda brasileira, e o país passou a ter
dificuldade de captação de dólares, já que havia privatizado quase todas as
estatais brasileiras.
No 1º Governo Lula
para manter o crescimento econômico o governo criou um programa de aumento de
renda da população para aumentar seu poder de compra e estimular a indústria
nacional. Foi implantada a) Lei de Responsabilidade Fiscal que limitava gastos
públicos à 60% dos orçamentos dos governos, e a transferência dos demais 40%
aos cofres da União. Programas de apoio às famílias pobres (o que deu origem ao
Bolsa Família já no 2º Governo Lula)
diminuiu o nível de miseráveis no Brasil (de 80% ao final do governo FHC à 6%
nos dias atuais).
Outra estratégia para
atração de recursos estrangeiros foi o incentivo ao crédito popular, com baixas
taxas para bancos que quisessem investir no Brasil, o que aumento o poder de
compra da população e estimulou o consumo. Para acabar com o endividamento do
país o governo resolveu antecipar o pagamento de empréstimos ao FMI (no governo
FHC o Brasil só conseguia pagar os juros). Hoje o país é credor do Fundo, junto
com a China os únicos emergentes nesta situação.
Com essa política-econômica
o Brasil manteve, mesmo com a crise mundial provocada pelos bancos dos USA em
2008, um crescimento estável em torno de 5% a.a. por mais de 8 anos. O maior
problema para a manutenção do crescimento no Governo Dilma (este ano não deve
ultrapassar 2%) é o Custo Brasil. A população brasileira se endividou durante o
governo Lula, e com o aumento das taxas de juros após 2008 (para equilibrar os
gastos do governo) o crédito ficou mais caro e a população tem comprado menos.
Mesmo com políticas de redução de impostos (IPI para a linha branca e
automóveis) o consumo no país tem diminuído. Os investimentos estrangeiros
também, devido do CUSTO BRASIL (é muito mais barato para muitas empresas se
instalarem em países como China, Índia e Tigres Asiáticos onde os gastos para
se produzir são muito menores com energia, matéria-prima, impostos e
mão-de-obra). Para manter o crescimento econômico o Governo Dilma tem sido
linha dura com a Corrupção, tem feito mais acordos internacionais e promoveu, a
partir de janeiro/2013 a diminuição dos gastos com energia elétrica no país,
para diminuir o CUSTO BRASIL, Diminuiu em 30% os impostos para empresas
tecnológicas que quiserem produzir Smartphones e Tablets no Brasil.
O crescimento do
Brasil em 2013 foi de apenas 1,37%, o
que o derrubou de 6º para 8º lugar no ranking mundial, mas já em fevereiro
(carnaval) havia superado os 2% e recuperado sua posição no de 6º.
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