domingo, 27 de abril de 2014

Geo - BRIC

Um Mundo Dividido em Blocos
Por Patrícia Carvalho Pinheiro

Na década de 60 os países ricos da Europa resolveram que não aceitariam a dominação econômica dos USA e resolveram unir-se economicamente para combater a supremacia econômica estado-unidense. Nesta perspectiva surge o bloco econômico que viria a dar origem à UE. (hoje formada por 25 países e com uma economia de 15 trilhões de dólares ao ano.
Os USA, bem como outros países também resolveram criar alianças econômicas para fortalecer suas economias e garantir supremacia mundial. A Nafta e a Alca foram tentativas dos USA de se manterem como economia hegemônica no planeta. A Alca era a tentativa final desse fato, mas, em 2001, com a eleição do governo Lula no Brasil o país recusa-se a assinar o tratado, o que inviabiliza a tentativa estado-unidense de dominar a América.
Ainda nesta perspectiva surge, nos anos 2000, um grupo de países que, ao contrário do movimento econômico mundial em constante crise, conseguem manter suas economias fortalecidas e garantem crescimento econômico. São os emergentes, denominados BRICS. Juntos Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul criam um bloco político que passa a exigir influencia e participação nas políticas internacionais, e graças à sua ação econômica conseguem.
O HISTÓRICO DOS BRIC:
BRASIL:
A economia capitalista brasileira se divide na aplicação de Planos Econômicos após a ditadura militar que tinham como objetivo conter gastos públicos, conter a inflação e aumentar a produtividade industrial, principalmente nos setores da Construção Civil e na Indústria automobilística.
PLANO COLLOR: Consistiu numa política de retenção dos valores monetários da população (confisco da poupança e salários restrito ao saque de Cr$50,00 por mês) o que desacelerou o consumo e obrigou a indústria a abaixar os custos e, conseqüentemente, os preços dos produtos. A classe média foi a principal prejudicada. Denúncias de corrupção levaram ao Impeachment do presidente Collor em 1992.
PLANO REAL: Elaborado pelo então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso consistia em regularizar a economia brasileira na base do dólar (1 dólar = à 1 real), fortalecendo a moeda brasileira; acabar com a inflação com a política do aumento de produtos importados, baixando os preços dos produtos nacionais; diminuir gastos públicos com as privatizações de estatais; e atração de recursos estrangeiros (dólares) através de empréstimos ao FMI.  Foi o plano mais eficiente da economia brasileira, vigorando até os dias atuais. Foi muito eficiente principalmente durante os governos Itamar Franco e o 1º Governo FHC. No entanto, o endividamento do país junto ao FMI e a crise econômica internacional de 1998 (quando o FMI parou de emprestar dinheiro às economias emergentes, e passou a cobrar dívidas), fez com que a economia brasileira se estagnasse no 2º governo FHC. Foi necessário a desvalorização da moeda brasileira, e o país passou a ter dificuldade de captação de dólares, já que havia privatizado quase todas as estatais brasileiras.
No 1º Governo Lula para manter o crescimento econômico o governo criou um programa de aumento de renda da população para aumentar seu poder de compra e estimular a indústria nacional. Foi implantada a) Lei de Responsabilidade Fiscal que limitava gastos públicos à 60% dos orçamentos dos governos, e a transferência dos demais 40% aos cofres da União. Programas de apoio às famílias pobres (o que deu origem ao Bolsa Família já no 2º Governo  Lula) diminuiu o nível de miseráveis no Brasil (de 80% ao final do governo FHC à 6% nos dias atuais).
Outra estratégia para atração de recursos estrangeiros foi o incentivo ao crédito popular, com baixas taxas para bancos que quisessem investir no Brasil, o que aumento o poder de compra da população e estimulou o consumo. Para acabar com o endividamento do país o governo resolveu antecipar o pagamento de empréstimos ao FMI (no governo FHC o Brasil só conseguia pagar os juros). Hoje o país é credor do Fundo, junto com a China os únicos emergentes nesta situação.
Com essa política-econômica o Brasil manteve, mesmo com a crise mundial provocada pelos bancos dos USA em 2008, um crescimento estável em torno de 5% a.a. por mais de 8 anos. O maior problema para a manutenção do crescimento no Governo Dilma (este ano não deve ultrapassar 2%) é o Custo Brasil. A população brasileira se endividou durante o governo Lula, e com o aumento das taxas de juros após 2008 (para equilibrar os gastos do governo) o crédito ficou mais caro e a população tem comprado menos. Mesmo com políticas de redução de impostos (IPI para a linha branca e automóveis) o consumo no país tem diminuído. Os investimentos estrangeiros também, devido do CUSTO BRASIL (é muito mais barato para muitas empresas se instalarem em países como China, Índia e Tigres Asiáticos onde os gastos para se produzir são muito menores com energia, matéria-prima, impostos e mão-de-obra). Para manter o crescimento econômico o Governo Dilma tem sido linha dura com a Corrupção, tem feito mais acordos internacionais e promoveu, a partir de janeiro/2013 a diminuição dos gastos com energia elétrica no país, para diminuir o CUSTO BRASIL, Diminuiu em 30% os impostos para empresas tecnológicas que quiserem produzir Smartphones e Tablets no Brasil. A expectativa de crescimento do Brasil este ano era de 1,5% em janeiro, mas já havia superado os 2% em julho.

RÚSSIA:
Até 1917 foi czarista. Após a 2ª GGM se tornou uma das 2 maiores potências do Mundo (URSS) e manteve seu crescimento econômico com a produção da indústria Bélica e com grande centros de pesquisa científica (principalmente na área espacial). Hoje ainda possui 26% arsenal bélico, inclusive nuclear, do mundo. Só perde, em armamentos, para os USA (que possuem 35% do total).
No entanto, após 1979 (quando derrotada na guerra do Afeganistão), passou por uma grave crise econômica que fez com que vários de seus países membros promovessem a independência da mãe Rússia. Dos 22 países que compunham a URSS hoje apenas 4 continuam sob domínio russo, e são países que estão em constantes guerras pela independência (Chechênia, Geórgia, Ossétia do Sul e Abkházia).
Em 1989 a Alemanha Oriental foi o 1º país e declarar-se independente. Os demais países do Leste Europeu que se libertaram da Rússia forma hoje a CEI (Comunidade dos Estados Independentes). A URSS deixou de existir em 1991.
Na década de 90 a Rússia foi obrigada a se capitalizar. Para conseguir dólares passou por uma política de privatizações e de empréstimos ao FMI (hoje é o maior devedor ao FMI do mundo). A implantação da democracia não livrou o governo de sustentar chefes militares do antigo regime comunista, o que estimula a corrupção e o excesso nos gastos públicos (o governo não tem dinheiro para investir em infra-estrutura, pagar funcionários públicos e não consegue combater a sonegação de impostos).
A maioria das indústrias russas tem capital pertencente aos USA. O capitalismo trouxe o surgimento de uma classe média consumidora de bens e consumo, já que a mão-de-obra é extremamente barata e desqualificada, mas também aumentou a miséria no país (hoje 53 milhões de pessoas vivem abaixo da linha de pobreza).
A constante desvalorização da moeda, a alta inflação e desemprego e empobrecimento da população – típico de países capitalistas pobres, podem fazer a Rússia perder o status de país emergente em até 30 anos se não houver uma reformulação econômica no país, que tem o maior território do mundo, mas está sob gelo.

INDIA:
Passou por um processo de descolonização da Inglaterra após a 2ªGGM. Após luta pela independência passou por uma revolução socialista em 1947, liderada por Mahatma Gandhi.
É dona de grandes reservas de minérios e carvão (base energética no país), e a indústria bélica e de infra-estrutura eram o único vínculo com o progresso até 1996.
Em 1991 aboliu o socialismo e se capitalizou, aliada à economia inglesa. Para atrair recursos promoveu incentivo à investimentos estrangeiros com a redução de impostos para as indústrias e a redução de impostos para a importação. Realizou ajustes fiscais, monetário (desregulamentação da moeda) e atraiu recursos também dos USA  do Japão.
Tem a 2ª maior população do mundo, o que causa um verdadeiro caos urbano e facilita a concretização de MO muito barata. Tem investido em formação educacional ligada à tecnologia da informação, e administra os principais Call Centers do Mundo, se especializando em serviços e não no setor industrial.
Sem base industrial forte não gera empregos suficientes, como conseqüência tem-se 80% da população vivendo abaixo da linha da pobreza. A economia gerada está 13% na indústria, 52% nos serviços e 45% na agricultura.
A indústria se desenvolve com o investimento em tecnologia de algumas das maiores empresa tecnológicas do mundo, faz da Índia o maior exportador de softwares, com filiais da Microsoft, IBM, Apple, Motorola, Oracle, Alcatel, Siemens e Nokia. Hoje chega a exportar mão-de-obra tecnológica para USA e Rússia, mas a educação está restrita à parcela da população, devido ao sistema de castas existente no país. Hoje 80% da população vive abaixo da linha da pobreza.
Castas: divisão social por origem e hereditariedade. São 5: Brâmanes – sacerdotes e nobreza (menos de 1% da população); Xátrias – antigos guerreiros que hoje controlam a mídia, as indústrias tecnológicas e a política (2,5% da população). Vaixás : comerciantes e prestadores de serviços (6% da população); Sudras – trabalhadores braçais (15% da população) e os Dalits: impuros e que desenvolvem os piores trabalhos (mais de 75% da população).















CHINA:
Foi um país socialista política e economicamente até 1976. Após a morte de Mao Tsé-Tung o partido comunista resolveu abrir o país para a economia de mercado, privatizando as fazendas agrícolas (antes desenvolvia a agricultura coletiva) e pequenas indústrias não produtivas (têxtil e alimentos).
Em 1982 criou uma nova Constituição que determinou os alicerces da economia baseada na repressão política, com o controle do estado aos sistemas de telecomunicações, no controle migracional do campo para as áreas urbanas, e controle da natalidade por repressão. Neste momento houve a opção pelo investimento estatal na infra-estrutura urbana e abandono do desenvolvimento agrário, aumentando a miséria da população. A constituinte determinou também os regimentos sobre leis trabalhistas, o que implantou o sistema de trabalho escravo industrial no país.
 Em 1989 ocorreu o principal movimento político popular de luta pela liberdade política, conhecido como o Massacre da Paz Celestial, com a vitória do exército chinês contra a população revolta.
Em 1997 a China abandonou de vez a economia socialista, adotando um sistema de privatização de todo o sistema produtivo. No entanto, uma privatização parcial, já que o Estado continua sob controle de 30% das indústrias chinesas, e, em sua totalidade nos sistemas de telecomunicações e bancária.
A abertura ao capital estrangeiro se deu graças ao baixo custo de produção. Há isenção quase total para a instalação de empresas multinacionais, o que ocorre em áreas com boa infra-estrutura urbana (transportes com ferrovias, moradia, saneamento, recursos energéticos, e mão-de-obra qualificada). O governo (co-proprietário das empresas) subsidia a construção de cidades inteiras, e patrocina seu povoamento para promover o desenvolvimento econômico da região. Por conta disso é que a população urbana é bem descentralizada entre várias áreas urbanas.
Além disso, a China oferece qualificação profissional, com o fornecimento de educação pública de qualidade. Outro quesito para o crescimento econômico é o investimento em tecnologia de ponta, em centros tecnológicos e universitários. Os USA garantem, por exemplo, que o arsenal bélico da China é muito maior do que os dados oficiais fornecidos pelo governo, mas a ONU não tem autorização de fiscalização no país. Hoje, a China é o único país que ainda investe alto em tecnologia espacial, por exemplo, o que a torna a única a lançar foguetes e missões espaciais no planeta, até pelo baixo custo da produção.
Com tudo isso, a economia chinesa cresceu 90% nos últimos 25 anos, devendo superar o PIB dos USA em 2020.
Os maiores problemas na economia chinesa hoje são: o custo previdenciário (a população economicamente ativa não consegue sustentar as aposentadorias, e o controle de natalidade tem diminuído a projeção de população trabalhadora para o futuro); a má distribuição de renda (já que na China Rural a população vive sem qualquer estrutura do governo, há uma política de controle que impede a migração para as cidades e 10% da população do país vive abaixo da linha da pobreza – 150 milhões de pessoas); Em 2001 a China foi aceita pela OMC,  precisa for fim ao trabalho escravo – teve de se comprometer a aumentar em 15% o salário mínimo até 2015, o que hoje é de $1.320,00 Yuans (equivalente à R$374,77).
Com o aumento do custo com MO a dúvida é, se China controlou a inflação mundial nos últimos 25 anos como ficará a economia do mundo a partir de 2015?




Geo - Brasil Redemocratizado / Política-econômica internacional


BRASIL REDEMOCRATIZADO

Por Patrícia Carvalho Pinheiro

A economia capitalista brasileira se divide na aplicação de Planos Econômicos após a ditadura militar que tinham como objetivo conter gastos públicos, conter a inflação e aumentar a produtividade industrial, principalmente nos setores da Construção Civil e na Indústria automobilística.
PLANO COLLOR: Consistiu numa política de retenção dos valores monetários da população (confisco da poupança e salários restrito ao saque de Cr$50,00 por mês) o que desacelerou o consumo e obrigou a indústria a abaixar os custos e, consequentemente, os preços dos produtos. A classe média foi a principal prejudicada. Denúncias de corrupção levaram ao Impeachment do presidente Collor em 1992.
PLANO REAL: Elaborado pelo então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso consistia em regularizar a economia brasileira na base do dólar (1 dólar = à 1 real), fortalecendo a moeda brasileira; acabar com a inflação com a política do aumento de produtos importados, baixando os preços dos produtos nacionais; diminuir gastos públicos com as privatizações de estatais; e atração de recursos estrangeiros (dólares) através de empréstimos ao FMI.  Foi o plano mais eficiente da economia brasileira, vigorando até os dias atuais. Foi muito eficiente principalmente durante os governos Itamar Franco e o 1º Governo FHC. No entanto, o endividamento do país junto ao FMI e a crise econômica internacional de 1998 (quando o FMI parou de emprestar dinheiro às economias emergentes, e passou a cobrar dívidas), fez com que a economia brasileira se estagnasse no 2º governo FHC. Foi necessário a desvalorização da moeda brasileira, e o país passou a ter dificuldade de captação de dólares, já que havia privatizado quase todas as estatais brasileiras.
No 1º Governo Lula para manter o crescimento econômico o governo criou um programa de aumento de renda da população para aumentar seu poder de compra e estimular a indústria nacional. Foi implantada a) Lei de Responsabilidade Fiscal que limitava gastos públicos à 60% dos orçamentos dos governos, e a transferência dos demais 40% aos cofres da União. Programas de apoio às famílias pobres (o que deu origem ao Bolsa Família já no 2º Governo  Lula) diminuiu o nível de miseráveis no Brasil (de 80% ao final do governo FHC à 6% nos dias atuais).
Outra estratégia para atração de recursos estrangeiros foi o incentivo ao crédito popular, com baixas taxas para bancos que quisessem investir no Brasil, o que aumento o poder de compra da população e estimulou o consumo. Para acabar com o endividamento do país o governo resolveu antecipar o pagamento de empréstimos ao FMI (no governo FHC o Brasil só conseguia pagar os juros). Hoje o país é credor do Fundo, junto com a China os únicos emergentes nesta situação.
Com essa política-econômica o Brasil manteve, mesmo com a crise mundial provocada pelos bancos dos USA em 2008, um crescimento estável em torno de 5% a.a. por mais de 8 anos. O maior problema para a manutenção do crescimento no Governo Dilma (este ano não deve ultrapassar 2%) é o Custo Brasil. A população brasileira se endividou durante o governo Lula, e com o aumento das taxas de juros após 2008 (para equilibrar os gastos do governo) o crédito ficou mais caro e a população tem comprado menos. Mesmo com políticas de redução de impostos (IPI para a linha branca e automóveis) o consumo no país tem diminuído. Os investimentos estrangeiros também, devido do CUSTO BRASIL (é muito mais barato para muitas empresas se instalarem em países como China, Índia e Tigres Asiáticos onde os gastos para se produzir são muito menores com energia, matéria-prima, impostos e mão-de-obra). Para manter o crescimento econômico o Governo Dilma tem sido linha dura com a Corrupção, tem feito mais acordos internacionais e promoveu, a partir de janeiro/2013 a diminuição dos gastos com energia elétrica no país, para diminuir o CUSTO BRASIL, Diminuiu em 30% os impostos para empresas tecnológicas que quiserem produzir Smartphones e Tablets no Brasil.
O crescimento do Brasil em 2013 foi de apenas 1,37%,  o que o derrubou de 6º para 8º lugar no ranking mundial, mas já em fevereiro (carnaval) havia superado os 2% e recuperado sua posição no de 6º.


Geo - África

A África
Por Patrícia Carvalho Pinheiro

Durante séculos o que o “mundo” conhecia do continente africano eram os territórios que ficavam ao norte do Deserto do Saara, conhecida como África do Norte, hoje, África Branca. Isso porque ao norte encontramos uma organização sócio-econômica muito semelhante à do Oriente Médio, formando um mundo islamizado. Ao sul temos a chamada África subsaariana ou África Negra, assim denominada pela predominância nessa região de povos de pele escura e olhos castanhos.
A diversidade étnica desta região de África é patente nas diferentes formas de cultura, incluindo as línguas, a música, a arquitetura, a religião, a culinária e a indumentária dos diferentes povos do continente.
A maioria da população pertence a etnias anteriormente classificadas na "raça negra", mas que hoje são classificadas pelo seu grupo lingüístico. A África é provavelmente a região do mundo onde a situação lingüística é a mais diversificada (com mais de 1000 línguas catalogadas).
O continente africano é palco de uma série de conflitos, conseqüência da intervenção colonialista, principalmente no fim do século XIX e início do século XX. Esse processo de intervenção interferiu diretamente nas condições políticas, econômicas e sociais da população africana.
As primeiras investidas coloniais já no século XVI ocorreu com Portugal, que acabou se limitando à exploração de mão-de-obra escrava negra.
Pelas resoluções do Tratado de Tordesilhas o continente africano ficaria sob os domínios lusitanos. No entanto duas razões inviabilização a colonização do novo continente naquele momento: as riquezas já conquistadas pelo colonizador em outras colônias (as Índias) e a dificuldade de adentrar o território tanto para exploração extrativista como para o desenvolvimento de plantation.
No início do século XIV Portugal, endividada com a Inglaterra, resolveu facilitar a tomada do território pelos ingleses.
A partir de 1815 a França passou a conquistar territórios no continente pelo Norte (com o apoio da Legião Estrangeira). A Inglaterra, em contrapartida, fazia a mesma investida pelo Sul. Em 1870 chegaram a iniciar conflitos diretos pela disputa do continente. Em 1885 foi assinado o Tratado de Berlim, conhecido como “A Partilha da África”, onde vários países europeus dividiram “à régua” o Continente todo.
A divisão territorial do continente teve como critério apenas os interesses dos colonizadores europeus, desprezando as diferenças étnicas e culturais da população local. Diversas comunidades, muitas vezes rivais, que historicamente viviam em conflito, foram colocadas em um mesmo território, enquanto grupos de uma mesma etnia foram separados.
Após a Segunda Guerra Mundial, ocorreu um intenso processo de independência das nações africanas. Porém, novos países se formaram sobre a mesma base territorial construída pelos colonizadores europeus, desrespeitando a cultura e a história das comunidades, conseqüentemente inúmeros conflitos étnicos pela disputa de poder foram desencadeados no interior desses países.
Outro fator agravante para o surgimento desses conflitos na África se refere ao baixo nível socioeconômico de muitos países e à instalação de governos ditatoriais. Durante a Guerra Fria, que envolveu os Estados Unidos e a União Soviética, ocorreu o financiamento de armamentos para os países africanos, fornecendo aparato técnico e financeiro para os distintos grupos de guerrilheiros, que muitas vezes possuíam – e ainda possuem – crianças que são forçadas, através de uma manipulação ideológica, a odiarem os diferentes grupos étnicos.
São vários os conflitos no continente africano; o que é pior, muitos deles estão longe de um processo de pacificação. A maioria é motivada por diferenças étnicas, é o que acontece em Ruanda, Mali, Senegal, Burundi, Libéria, Congo e Somália, por exemplo. Outros por disputas territoriais como Serra Leoa, Somália e Etiópia; questões religiosas também geram conflitos, é o que acontece na Argélia e no Sudão. Além de tantas políticas ditatoriais instaladas, a que teve maior repercussão foi o apartheid na África do Sul – política de segregação racial que foi oficializada em 1948, com a chegada ao poder do Novo Partido Nacional (NNP). O apartheid não permitia o acesso dos negros às urnas, além de não poderem adquirir terras na maior parte do país, obrigando os negros a viverem em zonas residenciais segregadas, uma espécie de confinamento geográfico.
Deve-se haver a intervenção de organismos internacionais para que esse e outros problemas do continente africano (aids, fome, economia, saúde, etc.) sejam amenizados, pois esse processo é consequência das políticas colonialistas dos países desenvolvidos, que após sugarem a riqueza desse povo, abandonaram o continente, deixando uma verdadeira mazela. 
continente africano tem hoje cerca de 889 milhões de habitantes, dos quais 500 milhões vivem na África subsaariana. Essa população tem um crescimento populacional na ordem dos 2,5% ao ano.
Esse crescimento elevado da população tem criado duas preocupações muito sérias:
A)    a predominância de jovens na população determina a necessidade de elevados investimentos sociais em escolas, alimentação e tratamento médico;
B)    a pressão demográfica, aliada ao baixo nível técnico da produção agropecuária, à introdução de culturas de rendimento para exportação e à urbanização no século XX, tem gerado graves desequilíbrios econômicos e sociais.
De forma geral, a população da África Negra apresenta os piores indicadores sócio-econômicos do mundo. Enquanto nos países desenvolvidos a população morre, em média, com uma idade superior a 70 anos, nessa parte do mundo raramente a média ultrapassa os 45 anos. Essa expectativa média de vida tão baixa é explicada por inúmeros fatores, tais como a má nutrição, falta de assistência médica e ausência de saneamento básico nos meios rurais.

Acordos e Organizações Político-Econômicas pós-guerra
-          Carta do Atlântico (1941): Estipulava o fim colonização afro-asiática, reconhecia a autodeterminação dos povos. Foi confirmada pela Conferência de Bandung (Indonésia) em 1955;
-          ONU (Organização das Nações Unidas), em 1945;
-          Liga Árabe (1945): Lutava pela independência dos países da África Branca e Oriente Médio;
-          Israel (fundação do Estado de Israel) em 1948;
-          Acordo de Genebra (1954): legitimava a independência de colônias francesas na Ásia;
-          OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), 1949;
-          Pacto de Varsóvia, em 1955;
-          OLP (Organização para a Libertação da Palestina), em 1964.
-          Convenção de Genebra em 1973;
Descolonização Africana
  Iniciada no pós 1ª GGM – Egito e África do Sul;
  Em 1941 é determinado o fim da escravidão no continente;
  São firmados vários acordos de desocupação do continente após a 2ª GGM;
  Grupos étnicos locais passam a disputar o controle político em diversos países – Guerras Civis e Genocídio;
  Na África do Sul a população branca promove o maior movimento de segregação racial da história – o Apartheid.
  Países com guerra civil: Ruanda, Mali, Senegal, Burundi, Libéria, Congo e Somália;
  Países com disputas religiosas: Serra Leoa, Somália, Etiópia,  Argélia e Sudão;
  HOJE: A população da África Negra apresenta os piores indicadores sócio-econômicos do mundo.





CONCEITOS:
Etnia: Uma etnia ou um grupo étnico é uma comunidade humana definida por afinidades linguísticas e culturais. Estas comunidades geralmente reivindicam para si uma estrutura social, política e um território.
Povo: o povo é o conjunto dos cidadãos de um país, ou seja, as pessoas que estão vinculadas a um determinado regime jurídico, a um estado. Um povo está normalmente associado a uma nação e pode ser constituído por diferentes etnias.
Nação: é um grupo étnico (com língua, religião, costumes e tradição) constituem direito de povo, isto é, tem um território em forma de governo – um Estado.



quarta-feira, 16 de abril de 2014

Elaboração de Resenhas

Resenha

1ª Etapa = Parte informativa: deve descrever o tema abordado, informando o leitor sobre o assunto – dever ter de 3 à 5 linhas.
2ª Etapa = Resumo: deve-se sintetizar o tema, relatar rapidamente sobre o assunto desenvolvido pelos textos – deve ter 1 ou 2 parágrafos (nesta parte pode haver citações, sempre entre aspas, e com o autor o ano e/ou página em parênteses) – Exemplo: “.......” (Marcondes, 2001, pg.5)
3ª Etapa = Avaliação: aqui você relata sua opinião sobre a temática, fatores positivos e negativos do tema abordado.
4ª Etapa = Comparação: para justificar sua avaliação você pode comparar com conhecimentos já adquiridos ou relacionar um texto com o outro, emitir sua opinião (sempre em terceira pessoa).

OBSERVAÇÃO:
Sua resenha deverá ter título e seu nome deve constar logo abaixo dele, do mesmo modo quando eu envio meus resumos de aula para você. Este mesmo título de estar na capa e na página de rosto do trabalho. Lembre-se: título não é tema.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Neste trabalho não será obrigatório fazer bibliografia. Mas de modo geral os trabalhos devem, necessariamente, trazer listados todos os documentos pesquisados pelo autor (VOCÊ). As referências bibliográficas referem-se às fontes efetivamente citadas no corpo da pesquisa com o intuito de fortalecer as suas ideias. Já a bibliografia refere-se a todas as fontes consultadas, mesmo as que não foram citadas, mas que permitem ao leitor (EU) aprofundar-se nos assuntos abordados no trabalho.

Como fazer uma referência:
Referência é um conjunto de elementos que permite a identificação de publicações, no todo ou em parte do trabalho. É uma lista em ordem alfabética dos diversos tipos de documentos citados no trabalho. Esta lista é obrigatória na finalização do trabalho (com o título Bibliografia), pois através dela se comprova as fontes citadas.
LIVROS:
SOBRENOME, Nome. ; SOBRENOME, Nome. Título da monografia: subtítulo. Edição. Cidade de publicação: Editora, ano. Descrição física. (Série ou Coleção). Notas.
Exemplo:

ALLEN, C. L. A psiquiatria de Deus: fórmulas seguras para se conseguir e manter a saúde mental e espiritual. 5ª ed.  Venda Nova: Bethânia, 1981. 163 p.
ARTIGOS DE INTERNET:
SOBRENOME, Nome. Título: subtítulo. Dados complementares (Responsáveis pela produção, coordenação, desenvolvimento, apresentação, etc., quando houver). Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia mês abreviado. Ano.
Exemplo:
VASCONCELOS, J. L. M. Influência da nutrição sobre performance reprodutiva em gado leiteiro (energia, 2ª parte). Piracicaba: Agripoint, 2001. Apresenta textos sobre pecuária de leite no Brasil. Disponível em: <http://www.milkpoint.com.br>. Acesso em: 4 jun. 2001.