https://drive.google.com/file/d/1UOwl9U9FP6D4iDNHiDd2NzpNaaENrwTr/view?usp=sharing
sexta-feira, 27 de julho de 2018
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Resumo 3ª Série - 1º Bimestre
CIDADANIA – DIREITOS E DEVERES
Por Patrícia Carvalho
Pinheiro
DIREITOS HUMANOS
Direitos
humanos são direitos e liberdades a que todos têm direito, não importa quem
sejam nem onde vivam.
Para viver com dignidade, os seres humanos têm
o direito de viver com liberdade, segurança e um padrão de vida decente.
As
noções de POVO, CIDADANIA E DIREITOS evoluiu de modo diferenciado ao longo dos
séculos.
A
primeira vez que a noção de direitos e igualdade foi constituída data-se apenas
da Revolução Francesa (1789), mas que de longe englobava equidade;
Ainda
nesta vertente precisamos compreender a distinção entre DIREITOS E DEVERES. Na
sociedade capitalista contemporânea, uma sociedade de Deveres, os Direitos são
muitas vezes não compreendidos.
Os
direitos humanos não precisam ser conquistados – eles já pertencem a cada um de
nós, simplesmente por sermos seres humanos. Não podem ser retirados de nós –
ninguém tem o direito de privar qualquer pessoa de seus direitos.
Os
direitos humanos são protegidos sob o direito internacional, fundamentados na
Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). A Declaração expressa a busca
pela dignidade humana e faz os governos se comprometerem com a defesa dos
direitos humanos de todos. Nos mais diferentes lugares do planeta, as pessoas
seguem lutando para que essa promessa se torne realidade.
Baseou-se
nas resoluções da Carta do Atlântico (1941/1955), que institui o fim da
escravidão humana no mundo e a igualdade entre os povos.
Foram
baseados nos princípios do Cristianismo (preceitos de Jesus, constantes do
Evangelho Bíblico) e do Hinduísmo (Gandhi e o Código de Hamurabi).
Os direitos humanos
estão divididos em 3 grupos: civis, políticos e sociais, e os principais
entravem para sua concretização são as legislações individuais de cada país,
baseadas em sua cultura e história.
DEVERES
Divididos em duas
partes: GOVERNAMENTAIS – O Estado deve produzir bens e serviços sociais, a
serem distribuídos gratuitamente aos membros da sociedade, sendo estes bens
públicos ou particulares, bem como garantir o gozo pleno dos diretos aos seus
cidadãos; PESSOAIS – respeito total as regras sociais estipuladas para o bom
convívio entre os indivíduos da sociedade, que devem ser determinadas
coletivamente (por setores sociais) e dentro de princípios dos direitos
humanos.
O maior problema
para possibilitar a CIDADANIA (plenitude em seu papel de cidadão pelo indivíduo
social) é a Exclusão Social: que se dá ou pela MARGINALIDADE (quando o
indivíduo não respeita as regras sociais) ou pela não oferta satisfatória dos
direitos básicos à cidadania por parte do Estado (saúde, educação, moradia,
emprego, etc.), o que se chama MARGINALIZAÇÃO.
DIREITOS CIVIS
São
direitos referentes ao indivíduo, e, portanto naturais (a pessoa já nasce com
eles), como a vida, a liberdade e a igualdade perante a lei, O direito a um julgamento justo; o direito de ir e vir;
o direito à liberdade de opinião; o direito a privacidade.
Este
grupo de direitos tem como objetivo garantir que o relacionamento entre as
pessoas seja baseado na liberdade de escolha dos rumos de sua própria vida, por
exemplo: definir a profissão, escolher a moradia, a religião, a opção sexual, a
escola para os filhos, etc., e ser respeitado por isso.
Exemplos
de descumprimento: pena de morte, leis a favor do aborto, leis de distinção
entre homens e mulheres em países árabes, etc.
DIREITOS POLÍTICOS
São
direitos referentes à participação das pessoas nos destinos do país e da
sociedade, como o direito de votar e ser votado, de filiar-se a um partido
político, de manifestar-se publicamente, de obter informações sobre atos do
governo. Isto é, de viver em DEMOCRACIA (DEMOS = POVO / KRATHÓS = GOVERNO);
Direitos
políticos são os direitos do cidadão que permitem sua participação e influência
nas atividades de governo, e consiste no poder de intervenção dos cidadãos
ativos no governo de seu país, intervenção direta ou só indireta, mais ou menos
ampla, garantindo o usufruto desses direitos.
O
tema direitos políticos compreende os institutos do direito de sufrágio,
sistemas eleitorais, privação dos direitos políticos e inelegibilidades.
A palavra sufrágio pode ser sinônimo de voto,
votação, ou, como parecer favorável, aprovação, apoio ou concordância, que se
faz através do voto ou é legitimado por aclamação pública.
Exemplos
de descumprimento: ditaduras, leis de controle de mídia (censura), leis de
desigualdade feminina (de gênero), de idade, sexista (orientação sexual),
racista, etc.
DIREITOS SOCIAIS
Os direitos sociais são
uma importante mudança na evolução da cidadania moderna. Sua função é garantir
certas garantias mínimas de bem-estar social e econômico que possibilitem aos
cidadãos usufruir plenamente do exercício dos direitos civis e políticos.
O princípio norteador
dos direitos sociais é o argumento de que as desigualdades de condições sociais
e econômicas não podem se traduzir em desigualdades outros direitos (civis e
políticos). Desse modo, adquiriu-se a noção de que determinado grau de pobreza
priva os cidadãos de participação cívica.
Por
isso, os Governos, que não proporcionarem aos seus cidadãos condições próprias
de bem-estar social deve oferecer à eles isso de modo público.
Os direitos sociais não
têm por objetivo eliminar por completo as desigualdades sociais e econômicas e
as diferenças de classe social. Sua finalidade é assegurar que elas não
interfiram no pleno exercício da cidadania.
São direitos referentes à participação das pessoas nas riquezas do país,
de modo que garantam a todos um mínimo de bem-estar, como o direito à saúde, ao
trabalho, à aposentadoria, à educação, ao lazer, a uma renda mínima, etc.
Exemplos de descumprimento: má distribuição de renda, trabalho infantil,
não acesso à saúde, educação, etc.
Na ótica dos Direitos Sociais, dentro de uma Sociedade Capitalista, existem
dois modelos clássicos de estado em oferta de direitos públicos: O Estado do
Bem Estar Social (Welfare State), onde o Estado mantém arrecadação máxima com
oferecimento máximo de direitos públicos aos seus membros; e o Estado Mínimo,
onde o Estado mantém baixa arrecadação mas com serviços públicos oferecidos por
vias particulares. No Brasil, há uma inversão Estamental (establishment), onde
uma elite econômica e social mantém-se no poder e como única usufruidora de
direitos, que se tornam, na verdade, PRIVILÉGIOS.
DIREITOS X LEIS
CONVENÇÃO DE GENEBRA:
Foi
uma conferência realizada em 1973, após a Guerra do Vietnã, que tinha como
objetivo retomar e criar regras que viabilizassem a paz e a garantia dos
Direitos Humanos (auxiliando no trabalho realizado pela ONU).
Alguns dos artigos de
leis da Convenção de Genebra:
-
Fica proibida a prisão de civis bem como a tortura aplicada a prisioneiros de
guerra;
-
Fica proibida a fabricação de armas de destruição em massa (nucleares, químicas
e/ou biológicas); bem como a sua comercialização por países que já as tenham.
-
O primeiro país a lançar mão de uma arma de destruição em massa contra outro,
receberá represália do grupo de países pertencentes às Nações Unidas;
-
Ficam instituídas leis contra o trabalho escravo, o maltrato infantil e o
racismo.
OBS: Todo ato de violação pelas nações que ratificaram as
Convenções de Genebra pode conduzir a um processo diante da Corte
Internacional de Justiça (CIJ)
/ Tribunal
Internacional de Justiça (TIJ)
ou diante da Corte Penal Internacional (CPI) / Tribunal Penal
Internacional (TPI).
CONSTITUIÇÃO DE 1988
A constituição de 1988 é a atual Lei
Máxima do Brasil. Foi elaborada no espaço de 20 meses por 558 constituintes
entre deputados e senadores à época, e trata-se da sétima na história do país
desde sua independência. Promulgada no dia 5 de outubro de 1988, ganhou quase
que imediatamente o apelido de constituição
cidadã, por ser considerada a mais completa entre as
constituições brasileiras, com destaque para os vários aspectos que garantem o
acesso à cidadania no país,
principalmente em superação à Constituição anterior (Outorgada durante a
Ditadura Militar), que não oferecia cidadania alguma.
Mesmo tendo dado um
avanço enorme em relação às leis brasileiras e à garantia de direitos a todos
os brasileiros, o fato do Código Penal Brasileiro ser de 1940 e de a Sociedade estar em constante movimento, as leis apresentadas pela Constituição de 1988 estão
constantemente descontextualizadas com as necessidades brasileiras surgem
movimentos sociais para a sua adequação, através de emendas constitucionais:
novas leis que possibilitam a verdadeira igualdade de direitos entre
indivíduos, exemplo Lei Maria da Penha, ECA, Estatuto do Idoso, Lei Caó, Lei de
Cotas, etc.
OBSERVAÇÕES:
1) Diferença entre Convenções e Tratados:
-
CONVENÇÃO e/ou CONFERÊNCIA: Os acordos de lei criados são impostos a todos os
países do mundo, assinando ou não documentos;
-
TRATADO: Acordos de lei aceitos e implantados nos países que o assinam.
2) O Surgimento da ONU:
Em junho de 1945, com a 2ªGGM encerrada na
Europa, houve a formação da Declaração das Nações Unidas, dando origem à ONU.
Quando a ONU surgiu tinha por objetivo: “Manter
a paz e a segurança internacionais e, para este fim, tomar medidas coletivas
eficazes para prevenir e afastar as ameaças à paz e reprimir qualquer ato de
agressão”.
Hoje agrega 191 países e 3 territórios
independentes (Kosovo, Taiwan e Vaticano) e é formada por cinco órgãos
principais:
Assembleia Geral: reúne todos os países
associados e constitui o órgão mais importante;
Conselho de Segurança: tem a missão de manter
a paz e a segurança mundial que delibera sobre a ocorrência de ataques de guerra
e/ou represálias. Possui 15 cadeiras com voto direto e outras 40 rotativas.
Secretaria Geral: administra a
instituição e executa os programas e políticas elaboradas pela entidade;
Conselho Econômico e
Social:
é o responsável pelos programas sociais e econômicos;
Corte Internacional de
Justiça:
julga as disputas entre os países e os crimes de guerra, como representação do
Tribunal de Nuremberg.
Também fazem parte da
ONU:
1)
UNESCO:
Organização das Nações Unidas para Educação e Cultura – trata de assuntos
relacionados ao apoio à Educação Infantil e da erradicação da miséria no mundo.
2)
OMS:
Organização Mundial da Saúde – trata de assuntos relacionados à qualidade de
vida das pessoas nos países, é um dos responsáveis pelo cálculo do IDH, junto
com a UNESCO.
3)
OIT:
Organização Internacional do Trabalho – trata de assuntos relativos à questões
trabalhistas, buscando erradicar o trabalho escravo e o trabalho infantil, bem
como garantir igualdade de condições de trabalho entre os indivíduos.
4)
OMC:
Organização Mundial do Comércio – regula transações comerciais e acordos
econômicos internacionais, bem como garante a Livre Concorrência inibindo a
formação de Cartéis e Monopólios.
5)
BIRD
(Banco Mundial): regula a economia capitalista através do controle monetário
internacional. Mantém as reservas de ouro do planeta.
6)
FMI
(Fundo Monetário Internacional): regula a liberação internacional de crédito
(financiamentos) a governos do mundo todo. Hoje o país é seu credor (empresta
dinheiro à outros países através deste banco).
“O que é um direito?
Um direito difere de uma necessidade ou carência e de um interesse. De fato,
uma necessidade ou carência é algo particular e específico. Alguém pode ter
necessidade de água, outro, de comida. Um grupo social pode ter carência de
transportes, outro, de hospitais. Há tantas necessidades quanto indivíduos,
tantas carências quanto grupos sociais. Um interesse também é algo particular e
específico, dependendo do grupo ou da classe social. Necessidades ou carências,
assim como interesses tendem a ser conflitantes porque exprimem as
especificidades de diferentes grupos e classes sociais. Um direito, porém, ao
contrário de necessidades, carências e interesses, não é particular e
específico, mas geral e universal, válido para todos os indivíduos, grupos e
classes sociais. E, evidentemente, um direito se opõe a um privilégio, já que
atende aos interesses apenas de um grupo específico.”
Marilena Chauí
Resumo 2ª Série - 1º Bimestre
A Diversidade Brasileira
Por Patrícia Carvalho Pinheiro
As pesquisas científicas
afirmam que só existe uma única espécie de ser humano = homo sapiens sapiens, e
que qualquer variação genética na espécie é de uma variabilidade de 93%, o que
não caracterizaria uma subespécie, isto é, raças de humanos.
No entanto, socialmente,
o conceito de raça é bastante comum na distinção de grupos étnicos
populacionais, sendo, comumente distinguidos por 4 grandes grupos de raças
humanas: brancos, negros, amarelos e indígenas.
Embora esta distinção
racial não seja geneticamente aceita, sociologicamente é importante
compreendê-la. Surgiu após a descoberta de novos continentes, que não o
europeu, devido a necessidade do homem branco europeu em afirmar sua superioridade
étnica diante de novos grupos populacionais. Assim surgem os conceitos de
PRIMITIVIDADE E CIVILIDADE. O homem branco europeu se enxerga como “civilizado”
(indivíduo dotado de senso civil e de organização social) em contrapartida aos
povos “primitivos” (sem noções de civilidade) existentes em outros continentes.
Na distinção entre
civilizados e primitivos nasce o conceito de RAÇA: grupo de indivíduos humanos
que pertencem a uma mesma característica histórica (grau de civilidade) e a um
mesmo patrão fisiológico (cor da pele, tipo de cabelo, formato do crânio,
etc.). O preconceito que surge dentro do conceito de RAÇA é, deste modo, o de
superioridade do BRANCO EUROPEU CRISTÃO (que já teria passado por todos as
etapas dos processos evolutivos da espécie humana, por isso mais inteligente,
mais bonito, mais civilizado).
Deste modo o conceito de
RAÇA se diferencia do de ETNIA (que está ligado a fatores culturais como
nacionalidade, origens históricas, identidade tribal, religião, língua,
tradições culturais e reivindicações de soberania sobre o território em que
vivem).
Portanto, apesar da não
existência de bases científicas para classificar biologicamente os seres
humanos, as desigualdades sociais existem, devido ao preconceito racial.
A formação étnica da população brasileira:
INDÍGENAS: Tupi, Jê, Aruaque, Cariri, etc.
AFRICANOS: Nagô, Jejê, Haussá, Benguela,
Moçambique.
EUROPEUS: Portugueses, Espanhóis, Italianos,
Alemães, Eslavos, Franceses e Holandeses.
ASIÁTICOS: Árabes, Japoneses e Chineses.
Quando os portugueses
chegaram ao Brasil as estimativas mais aceitas indicam que viviam no atual
território nacional de 3 à 5 milhões de indígenas. A principio, para a
exploração do pau-brasil, utilizaram o trabalho desses povos por escambo
(escravidão interna);
Com o início das
lavouras de cana-de-açúcar a situação mudou. O indígena, devido à ação dos
bandeirantes (que capturavam violentamente e vendiam indígenas como escravos)
não aceitou pacificamente a submissão. Os padres jesuítas, por sua vez, que se
instalavam no país e pretendiam catequizar os nativos criaram a teoria de que o
índio tinha direito à liberdade e à propriedade. Para receber proteção os
indígenas teriam de se converter ao catolicismo. Com cada vez mais dificuldade
de aprisionar e manter índio cativos a coroa portuguesa tornou a escravidão
indígena proibida em 1570, a não ser em caso de “Guerras Justas” (que serviu de
desculpa para o extermínio de centenas de tribos na disputa e expansão
territorial no país.
Em 1559 ficou
estabelecido que a coroa portuguesa receberia os lucros da comercialização de
africanos. O tráfico negreiro tornou-se assim um bom negócio para governo,
traficantes e fazendeiros. Calcula-se
que até 1850, quando o tráfico foi finalmente abolido, cerca de 4,5 milhões de
africanos tenham sido trazidos para o Brasil.
A
diversidade étnica desta região é também representada
pelas diferentes formas de cultura, incluindo as línguas, a música, a arquitetura,
a religião, a culinária e a indumentária dos
diferentes povos do continente.
A
maioria da população pertence a etnias anteriormente
classificadas na "raça negra", mas que hoje são classificadas pelo seu
grupo lingüístico. A África é provavelmente a região do mundo onde a situação
lingüística é a mais diversificada (com mais de 1000 línguas catalogadas).
Mesmo
assim no processo de exploração os
portugueses classificaram todos estes povos em BOSQUÍMANOS (indivíduos da região
das Savanas, com pele mais clara, com menos resistência muscular, e oriundos da
Feitoria de Angola), e NEGRÓIDES (povos oriundos de Moçambique, das regiões
tropicais, considerados melhores escravos para a lavoura).
A resistência do negro à
escravidão ficou evidenciada, primeiramente com estratégias de manutenção de
suas crenças e costumes, fingindo aceitar a conversão ao catolicismo (Igrejas
de negros com o culto aos Orixás), e, em segundo lugar, com a fuga e criação de
Quilombos, que eram núcleos de escravos fugidos que passavam a viver em
comunidades isoladas, o mais conhecido foi o de Palmares, localizado na Serra
da Barriga (PE e AL), que chegou a ter mais de 10 mil habitantes.
As heranças da
escravidão no Brasil hoje não é problema apenas para os negros, é também para
os brancos, pois é responsável por muitas dificuldades sociais vividas
atualmente, como a fome, as oportunidades desiguais, o desemprego e até a
violência.
Leis findaram aos poucos
a escravidão no Brasil: 1850: Fim do Tráfico Negreiro; 1871: Lei do
Ventre-Livre; 1885: Lei do Sexagenário; 1888: Lei Áurea. Mas a liberdade não
significou justiça e igualdade entre brancos em negros. Só em 1919, com a
Constituição de Igualdade Política os negros (homens) passam a poder votar (voto
de Cabresto); A Igualdade Política entre homens e mulheres e leis trabalhistas
só surgem na Constituição de 1934 (mas não inclui empregados domésticos – na
maioria de negros). Só em 1988, com a Constituição Cidadã “Todos são iguais
perante a lei”, abrindo espaço para a confirmação de leis reparatórias, ou
afirmativas, como a Lei Caó, de 1989 (confirmando a Lei Afonso Arinos de 1951),
a Lei contra o Racismo de 1992, a Lei de Cotas de 2002 e Lei no 9.394,
de 20/12/1996, modificada pela Lei no 10.639, de
9/01/2003: Ensino obrigatório de “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
Após mais de 5 séculos
de lutas, e apesar dos preconceitos, a formação do povo brasileiro incorporou
várias contribuições de povos indígenas e africanos (gastronomia, música,
dança, folclore, mitos, manifestações religiosas, expressões linguísticas,
etc.).
Após o bandeirandismo o
indígena ainda passou por vários processos de extermínio no Brasil. Na Déc.
1930 o EXTREMO NACIONALISMO do Partido Integralista e a Política Vargas com a
expansão das fronteiras colocou várias tribos indígenas no esquecimento
histórico por “desaparecimento” político. Hoje existem pouco mais de 698 Terras
Indígenas Demarcadas, sendo 246 povos ou etnias, 150 línguas ou dialetos,
896.917 pessoas (324.834 – cidades/572.083 - áreas rurais) = 0,47% da população
total do país.
As características culturais destes povos
estão desde os 3 troncos linguísticos mais comuns e que fazem parte da língua
portuguesa brasileira: Tupi
ou Macro-Tupi, Macro-Jê , Aruak, à influencias como alimentação, banho, etc. A influência indígena é fortíssima na culinária do Norte,
baseada na mandioca e em peixes. Outros alimentos típicos do povo nortista são:
carne de sol, tucupi (caldo da mandioca cozida), tacacá (espécie de sopa quente
feita com tucupi), jambu (um tipo de erva), camarão seco e pimenta-de-cheiro.
Embora tanta influência
na cultura brasileira povos indígenas e afrodescendentes ainda hoje enfrentam
dificuldades para obter sua integração social.
Ações afirmativas, como
a política de cotas nas universidades, causam muita polêmica e discussões.
Quando se pensa na
influência cultural que os imigrantes de diversas partes do mundo que vieram ao
Brasil, principalmente pós abolição, descobrimos que todos ajudaram a construir o
conceito de POVO BRASILEIRO.
A cultura de um povo se
refere aos seus valores e costumes, à língua escrita e falada, às tradições religiosas,
às diferentes manifestações artísticas e ao passado histórico comum, que no
Brasil, se caracteriza pelo encontro de povos diferentes.
Foi em torno das
relações entre os vários grupos humanos que se estruturou o Estado-Nação
brasileiro, uma sociedade politicamente organizada por meio de instituições,
com leis e governo próprios, e marcada por elementos culturais que lhe são
peculiares, principalmente herdados das tradições de nosso colonizador brasileiro:
feriados religiosos, idioma legal, tradições culturais, etc.
A identidade cultural de
um povo também resulta da maneira como as pessoas se relacionam com o espaço
que habitam, ou seja, do modo como organizam esse espaço territorial. Uma nação
se apropria dos lugares por meio de práticas culturais, que envolvem sentimento
e simbolismo atribuídos a um determinado local.
No caso do Brasil, um
território continental, com quase 200 milhões de pessoas, um povo com
influências culturais múltiplas, resultante de uma miscigenação racial sim, mas
principalmente cultural.
No começo da década de 1820, muitos imigrantes suíços se
estabeleceram na cidade de Nova Friburgo (estado do Rio de Janeiro). Neste
mesmo período os alemães começaram a chegar à Santa Catarina e Rio Grande do
Sul. Estes imigrantes passaram a trabalhar em atividades ligadas à agricultura
e pecuária.
Já os italianos, que vieram em grande quantidade para
o Brasil, foram para a cidade de São Paulo trabalhar no comércio ou na
indústria. Outro caminho tomado por eles foi o interior do estado de São Paulo,
para trabalharem na lavoura de café que estava começando a ganhar fôlego em
meados do século XIX.
Já os japoneses
começaram a chegar ao Brasil em 1908, com a chegada ao Brasil do navio Kasato
Maru, trazendo do Japão 165 famílias de imigrantes japoneses. Estes também
buscavam os empregos nas fazendas de café do oeste paulista.
Por que estes imigrantes vieram para o Brasil?
No século XIX, o Brasil era visto na Europa e na Ásia
(principalmente Japão) como um país de muitas oportunidades. Pessoas que
passavam por dificuldades econômicas enxergaram uma ótima chance de prosperarem
no Brasil.
A progressiva extinção do trabalho escravo no país também
estimulava a burguesia brasileira ao contrato de mão-de-obra estrangeira. Após
a abolição da escravatura no Brasil (1888), muitos fazendeiros não quiseram
empregar e pagar salários aos ex-escravos, preferindo assim o imigrante europeu
como mão-de-obra. Neste contexto, o governo brasileiro incentivou e chegou a
criar campanhas para trazer imigrantes europeus para o Brasil com a desculpa da
necessidade de mão-de-obra qualificada, para substituir os escravos. Milhares
de italianos e alemães chegaram para trabalhar nas fazendas de café do interior
de São Paulo, nas indústrias e na zona rural do sul do país.
Muitos imigrantes também vieram para cá, fugindo da
recessão e da fome, além do perigo provocado pelas duas grandes guerras
mundiais que atingiram o continente europeu.
Diferente de Negros e Índios, brancos que migraram para o
Brasil conseguiram lutar muito mais facilmente por seus direitos.
Nos anos 20 e 30, com o surgimento de sindicatos e com o
movimento proletários Leis Trabalhistas e de extensão de direitos aos
imigrantes surgiram. Bairros operários foram estruturados e pequenas cidades
agrícolas se desenvolveram à margem do trabalho imigrante.
Todos estes povos vieram e se fixaram no território
brasileiro com os mais variados ramos de negócio, como por exemplo, o ramo
cafeeiro, as atividades artesanais, a policultura, a atividade madeireira, a
produção de borracha, a vinicultura, etc.
Após os anos 70
observamos um novo grupo imigrando para o Brasil, asiáticos: árabes, coreanos e
chineses. Estes não são diferentes dos anteriores, pois da mesma forma, vieram
acreditando que poderão encontrar oportunidades aqui que não encontram em seu
país de origem. Eles se destacam no comércio vendendo produtos dos mais
variados tipos que vai desde alimentos, calçados, vestuário (roupas e
acessórios) até artigos eletrônicos.
Embora a imigração
tenha seu lado positivo, muitos países, como por exemplo, os Estados Unidos,
procuram dificultá-la e, sempre que possível, até mesmo impedi-la, para, desta
forma, tentar evitar um crescimento exagerado e desordenado de sua população.
Cada vez mais medidas são adotadas com este propósito e uma delas é a
dificuldade para se obter um visto americano no passaporte.
Atualmente o mundo vive
um novo “Fluxo Migracional”: os Refugiados de Guerras Civis ou de Governos
Totalitários no Mundo. Campos de refugiados pelo mundo recebem indivíduos aos
milhares todos os dias. A ONU não pode intervir em situações de Guerra Civil,
apenas abrigar refugiados. Por sua vez, nestes campos cresce o número de
crianças APATRIADAS E ANACIONALIZADAS (Sem pátria ou nação), que esperam por
Asilo político.
No Brasil muitos destes
refugiados, mesmo quando asilados ou exilados, por não possuem documentação
trabalhista ou reconhecimento educacional prestam-se ou são aliciados ao
trabalho forçado (escravo). Seja em frentes agrícolas seja em produção fabril,
principalmente na região mais rica do país: o Centro-Sul.
O Surgimento da ONU:
Quando
a ONU surgiu tinha por objetivo: “Manter a paz e a segurança internacionais e,
para este fim, tomar medidas coletivas eficazes para prevenir e afastar as
ameaças à paz e reprimir qualquer ato de agressão”.
Hoje
agrega 191 países e 3 territórios independentes (Kosovo, Taiwan e Vaticano) e é
formada por cinco órgãos principais:
Assembleia Geral: reúne todos os países
associados e constitui o órgão mais importante;
Conselho de Segurança: tem a missão de manter
a paz e a segurança mundial que delibera sobre a ocorrência de ataques de
guerra e/ou represálias. Possui 15 cadeiras com voto direto e outras 40
rotativas.
Secretaria Geral: administra a
instituição e executa os programas e políticas elaboradas pela entidade;
Conselho Econômico e
Social:
é o responsável pelos programas sociais e econômicos;
Corte Internacional de
Justiça:
julga as disputas entre os países e os crimes de guerra, como representação do
Tribunal de Nuremberg.
Também fazem parte da
ONU:
1) UNESCO: Organização das Nações Unidas
para Educação e Cultura – trata de assuntos relacionados ao apoio à Educação
Infantil e da erradicação da miséria no mundo.
2) OMS: Organização Mundial da Saúde –
trata de assuntos relacionados à qualidade de vida das pessoas nos países, é um
dos responsáveis pelo cálculo do IDH, junto com a UNESCO.
3) OIT: Organização Internacional do
Trabalho – trata de assuntos relativos à questões trabalhistas, buscando
erradicar o trabalho escravo e o trabalho infantil, bem como garantir igualdade
de condições de trabalho entre os indivíduos.
4) OMC: Organização Mundial do Comércio –
regula transações comerciais e acordos econômicos internacionais, bem como
garante a Livre Concorrência inibindo a formação de Cartéis e Monopólios.
5) BIRD (Banco Mundial): regula a economia
capitalista através do controle monetário internacional. Mantém as reservas de
ouro do planeta.
6) FMI (Fundo Monetário Internacional):
regula a liberação internacional de crédito (financiamentos) a governos do
mundo todo. Hoje o país é seu credor (empresta dinheiro à outros países através
deste banco).
Resumo 1ª Série - 1º Bimestre
Introdução à Sociologia
Por Patrícia Carvalho Pinheiro
Sociologia é a ciência que estuda a Sociedade (Socio = Sociedade /
Logus = Ciência). O objeto de estudo da Sociologia é o SER HUMANO. Como toda
ciência o objetivo da Sociologia é buscar a verdade “VERDADE CIENTÍFICA”. Para
tanto o sociólogo precisa desenvolver seus estudos com um “Olhar Sociológico”,
olhar científico, se afastando do objeto e o estudando com DESNATURALIZAÇÃO,
isto é, sem utilizar seus conceitos e verdades sociais, buscando compreender o
outro como ele é, e não o julgando com seus próprios preconceitos. É o ato da
reflexão científica.
Por Sociedade é o nome que se dá a um grupo de pessoas sujeitos às
mesmas regras. Ao indivíduo que vive em sociedade, dá-se o nome de CIDADÃO:
cumpre as regras sociais e usufrui dos direitos à eles destinados. Aqueles que
não vivem plenamente em sociedade acabam se isolando às margens dela. O
indivíduo que vive às margens da sociedade por não cumprir suas regras chama-se
MARGINAL. Já o indivíduo que não consegue usufruir de seus direitos sociais é
chamado de MARGINALIZADO.
Existem inúmeras teorias sobre o surgimento das sociedades humanas. No
entanto, todas partem do princípio de que “Todo ser humano é social por
Natureza”, isto é, o homem necessita de seus semelhantes para sobreviver,
perpetuar a espécie e também para se realizar plenamente como pessoa.
À capacidade natural da espécie humana para viver em sociedade dá-se o
nome de SOCIABILIDADE. A Sociabilidade se desenvolve por meio da SOCIALIZAÇÃO
(o indivíduo se integra ao grupo em que nasceu, assimilando o conjunto de
hábitos e costumes característicos daquele grupo).
A Socialização só é possível através de Contatos Sociais (primeiro
passo para se concretizar qualquer associação humana). Os contatos sociais
podem ser primários (diretos, pessoais, emocionais e íntimos), ou secundários
(quando ocorrem só para se atingir um fim).
A primeira coisa necessária para a concretização de um Contato Social é
a utilização da LINGUAGEM (o que diferencia homens de animais). A linguagem
pode ser escrita, oral, gesticulada ou emocional. Quando há a frustração na
concretização do Contato Social, ocorre um ISOLAMENTO SOCIAL. Mas, quando ela
se concretiza plenamente, temos a INTERAÇÃO SOCIAL.
A PERSONALIDADE (Persona = máscara) é fundamental nesta capacidade
humana de viver em sociedade. Pois o ideal é quando indivíduo que consegue se
adaptar às diferentes sociedades em que vive ajudando a compor suas regras,
agindo colocando suas expectativas e vontades, sem imposição, mas com o
diálogo. Aí a importância da linguagem. 20% da população mundial sobre de distúrbios
de personalidade.
Dentre os distúrbios de personalidade 3% da população tem Psicopatia ou
Sociopatia.
A Psiquiatria estuda distúrbios de personalidade desde os anos 60, com
Elisabeth Kluber Ross, que criou as 5 etapas para a morte, como um referencial
para compreender o medo humano da morte e suas reações diante dela, que são:
Negação, Raiva, Negociação, Depressão e Aceitação.
A Universidade de Oxford criou o Inventário de Personalidade
Psicopática, que permite conhecer as anomalias psíquicas de pessoas adultas
para classificar as diferentes personalidades históricas. Em geral, os traços
psicopáticos são considerados negativos, mas alguns podem ser benéficos desde
um ponto de vista empresarial ou politicamente.
Um psicopata é uma pessoa que sofre um distúrbio psíquico, que afeta a sua forma de interação social,
muitas vezes se comportando de forma irregular e antissocial. DOENÇA: transtorno de personalidade
antissocial. Geralmente começa a manifestar o problema por volta dos 4
anos, e pode ser controlado medicamente até os 9, mas se desenvolve como
criminosos antes dos 15.
Entre as características estão -
extrema inteligência; a coragem e a imunidade ao estresse, não se
preocupa com o futuro; culpam os outros por seus crimes; são lideres natos e carismáticos; têm desvio de caráter; ausência de sentimentos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios; manipulação, narcisismo, egocentrismo, falta de remorso e de culpa para atos
cruéis e inflexibilidade com castigos e punições.
Já os Sociopatas tem como características: Atitudes antissociais, são incapazes de se estabelecerem corretamente
nas normas sociais; Apresenta um temperamento mais introspectivo; Adoram deixar
marcas de sua atuação; Frequentemente estão relacionados a crimes sexuais;
Geralmente os psicopatas são pessoas encantadoras e populares, que
muitas vezes exercem cargos de liderança e que conseguem atrair pessoas para
elas próprias. O psicopata muitas vezes se sente confortável em grupos, vendo
essa situação como uma oportunidade para manipular os outros para o seu próprio
benefício.
O sociopata não é muito bom em contextos sociais, sendo muitas vezes
classificado como uma pessoa antissocial. Apesar disso, o sociopata é capaz de
fingir ou forçar sentimentos, parecendo estar à vontade ou contente quando na
realidade não está.
Em relação à 80% da população mundial, a Interação Social ocorre com a
ASSIMILAÇÃO (ajustamento social, onde
indivíduos ou grupos diferentes tornam-se mais semelhantes, ISTO É
PERSONALIDADE), que pode se dar através
de COOPERAÇÃO (diferentes pessoas, grupos ou comunidades trabalham juntos para
um mesmo fim) ou de COMPETIÇÃO (indivíduos que agem uns contra os outros em
busca de uma melhor situação – podendo gerar uma elevada tensão social, chamada
CONFLITO). O término de um conflito pode ocorrer por ACOMODAÇÃO (quando um
adversário derrota o outro, onde o derrotado é liquidado ou escravizado), ou
por Assimilação.
Um conceito bastante discutido na Sociologia é o de ACULTURAÇÃO (a
perda total de padrões culturais por um indivíduo, que incorpora totalmente a
cultura de outra sociedade). Hoje, a comunidade científica internacional
acredita que este conceito seja ultrapassado, por ninguém perde totalmente suas
referências culturais. Cultura não se perde, se transforma, desde modo o que há
não é Aculturação e sim TRANSFORMAÇÕES CULTURAIS.
O Isolamento social geralmente leva o indivíduo a situações extremas
frequentemente diagnosticadas por demência (depressão, esquizofrenia, loucura,
e, até, o suicídio).
Para se viver em sociedade, de forma a evitar-se o conflito pela interação
social, o princípio básico é a SOLIDARIEDADE (troca afetiva e material que
geralmente se estabelecem nas pequenas organizações comunitárias).
Por SOCIEDADE deve-se pensar em algo de valor social pleno, onde todas
as relações humanas se concretizam. Existem dois tipos de sociedades:
Comunitárias (pequenas comunidades) e Societárias (como as grandes organizações
sociais: cidades, países, etc).
COMUNIDADE é o nome que se dá a pequenas sociedades, onde os indivíduos
a ela pertencente mantém vínculos significativos de hábitos e costumes.
Características das Comunidades:
a)
nitidez: é o limite territorial claro da comunidade (onde ela começa e
termina);
b)
pequenez: limitada por uma proporção ínfima diante da sociedade;
c)
homogeneidade: as atividades e o estado de espírito dos indivíduos que as
compõem são muito semelhantes;
d)
auto-suficiência: atente às necessidades de seus membros.
Exemplos de comunidades: grupos com a mesma
identidade musical, social, vicinal, religiosa, emocional, familial, educativo,
de lazer, profissional, político, étnico ou regional, etc.
Comunidades possuem regras, sociedades leis.
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Resumo 1ª série - 4º bimestre (ÁRABE)
CULTURA ÁRABE
Por Patrícia Carvalho
Pinheiro
QUESTÕES
ETNICO-RELIGIOSAS
Vários dos ataques terroristas
ocorrentes no mundo são assumidos por grupos terroristas islâmicos
fundamentalistas, que utilizam a desculpa da religião para atacar militarmente
seus inimigos políticos.
As origens histórias da chamada “Jihad
Islâmica – Guerra Santa” tem como base a formação das 3 maiores religiões
monoteístas do mundo: O Judaísmo, o Islamismo e o Cristianismo, todas herdeiras
de Abraão e, segundo princípios religiosos islâmicos eles formam o verdadeiro
POVO DE DEUS na Terra e têm direitos sobre Canaã.
Esses conflitos religiosos se
intensificaram com a disputa política pelo território do Oriente Médio (maior
região petrolífera do mundo).
Em 1948 foi fundado o Estado de
Israel, em atenção às vítimas do Holocausto. Para tanto povos árabes de territórios
de vários países (Jordania, Síria, Libano e Egito), foram obrigados a deixar
seus lares para abri espaço para a formação do novo pais.
Muitos destes povos passaram a viver
em campos de exilados, sem cidadania e sem reconhecimento legal. Entre os anos
60 e 70 a política expansionista de Israel conquistou mais territórios,
deixando milhares de árabes apatriados. Muitos campos de exilados existem até
hoje.
Movimentos Sociais surgiram na
tentativa de amenizar a situação, criando um novo país para estes árabes
exilados (a Palestina). Mas acordos pré acordos entre judeus e palestinos nunca
foram concretizados, pois ninguém abre mão de territórios da antiga Canaã para
a coexistência dos dois países.
QUESTÕES
POLÍTICO-ECONÔMICAS
Em 1979, os afegãos expulsaram os
soviéticos de seu território, mas devido a pressões de Israel, os USA não
enviaram a promessa financeira ao Afeganistão.
Graças a essa não-ação dos USA, os
Talibãs implantaram no Afeganistão um sistema de governo fundamentalista,
surgindo com isso um sentimento de revanchismo contra os estadunidenses. Tal
sentimento desenvolveu-se com o apoio financeiro do milionário saudita Osama
bin Laden.
A traição estadunidense também gerou
revanchismo em outros países islâmicos, principalmente no Irã.
O Irã faz parte do círculo de maior
produção petrolífera do mundo, o Golfo Pérsico. Irã, Iraque, Arábia Saudita e
Kuwait, são responsáveis por 90% da produção de petróleo no mundo. Sozinhos, os
USA consomem 70% do petróleo mundial, o que os tornam dependentes da produção
do Golfo.
Em 1979, o Irã passa pela Revolução
dos Aiatolás, quando o fundamentalista Aiatolá Khomeini assume o governo, e
desregra a cotação mundial de petróleo, e bloqueando o envio do combustível aos
USA.
Para contornar a situação, em 1980 os
USA resolvem financiar o maior rival do Irã na região. O Iraque, do jovem
governante Saddan Hussein aceita uma proposta dos USA, muito parecida com a
feita aos Talibãs em 73. Mas para tanto, Saddan exigiu do governo estadunidense
o envio de armas químicas, biológicas e nucleares ao Iraque. Os USA aceitaram o
acordo.
A Guerra Irã-Iraque durou de 1980 à
88, e ao final dela, mais uma vez, os USA não cumpriram o acordo de envio
financeiro para a reconstrução do Iraque no pós-guerra.
Como represália, em 1990 o Iraque
invade o Kuwait, e bloqueia a exportação de petróleo para os USA.
Em 18 de janeiro de 1991, os USA
comandam 28 nações na desocupação do Kuwait, com o aval da ONU. O episódio
ficou conhecido como A Guerra do Golfo. No entanto, o então presidente dos USA,
George Bush, foi impedido, pela própria ONU, de invadir o Iraque, o que poderia
acarretar em uma guerra de destruição em massa, mediante o perigo das armas de
ambos países.
Principais grupos
“Terroristas” da atualidade:
- Al-Qaeda: Com nome que
significa “a base” em árabe, essa é a organização terrorista mais conhecida do
mundo, sobretudo em razão dos atentados às torres do World
Trade Center, em 11 de setembro de 2001. Ela é majoritariamente
composta por muçulmanos fundamentalistas e tem por objetivo erradicar a
influência ocidental sobre o mundo árabe. Foi criada em 1980 para defender o
território do Afeganistão contra a URSS, que buscava expandir o domínio
socialista sobre o país. Inicialmente essa organização contava com o apoio dos
EUA, mas rompeu relações com esse país no início da década de 1990. São unidos
aos Talibãs (universitários) que é um grupo político que atua no
Paquistão e no Afeganistão, também preocupado com a aplicação das leis da sharia.
O grupo comandou o Afeganistão desde 1996 até 2001, quando os EUA invadiram o
país após os atentados de 11 de setembro. Com a retirada das tropas
estrangeiras, o grupo vem fortalecendo-se e retomando o controle de boa parte
do território afegão.
- Boko Haram: o significado do
seu nome é “a educação não islâmica é pecado”, sendo às vezes traduzido também
como “a educação ocidental é pecado”. O Boko Haram é também uma organização
antiocidental que objetiva implantar asharia (lei
islâmica) no território da Nigéria. Ela foi fundada em 2002, mas ganhou
notoriedade maior em 2014 com o sequestro de centenas de jovens, além de uma
série de atentados que resultou em uma grande quantidade de mortes. Os
atentados mais radicais iniciaram-se em 2009, quando o então líder e fundador,
Mohammed Yusuf, foi assassinado pela polícia nigeriana.
- Hamas: apesar de não ser
considerado como um típico grupo terrorista por alguns analistas, o Hamas —
sigla em árabe para “Movimento de Resistência Islâmica” — é temido pela maioria
das organizações internacionais e Estados, sendo por isso classificado como
tal. Ele atua nos territórios da Palestina, tendo como objetivo a destruição do
Estado de Israel e a consolidação do Estado da Palestina. O seu braço armado é
uma frente chamada de Al-Qassam, além de
configurar-se também como um partido político que, inclusive, venceu as
eleições em 2006 e que hoje controla a Faixa de Gaza. Países apoiadores do
Hamas, como Turquia e o Qatar, não consideram o grupo como uma entidade
terrorista, mas sim uma frente política legítima.
- Estado Islâmico (EIIS): o Estado Islâmico
no Iraque e na Síria (EIIS) é um grupo terrorista jihadista que age nos dois
referidos países, tendo surgido em 2013 como uma dissidência da Al-Qaeda,
inspirando-se nesse grupo. O seu líder é Abu Bakr al-Baghdadi, que liderou a
Al-Qaeda no Iraque em 2010 e que havia participado da resistência à invasão dos
Estados Unidos ao território iraquiano em 2003. O objetivo do EIIS é a criação
de um emirado islâmico abrangendo os territórios da Síria e do Iraque.
-
Hezbollah: ("partido de Deus")
é uma organização com atuação política e paramilitar fundamentalista islâmica xiita sediada no Líbano. É uma força significativa na política
libanesa, responsável por diversos serviços sociais, além de operar escolas, hospitais e serviços agrícolas para milhares de xiitas libaneses. Também tem controle no plantio de
marijuana e na produção de haxixe no Vale Bekaa, na divisa com a Síria. É
considerado um movimento de resistência legítimo
por grande parte do mundo islâmico e árabe. O grupo, no entanto, é considerado uma organização
terrorista pelos Estados Unidos.
PRINCIPAIS
ATENTADOS TERRORISTAS DA HISTÓRIA
18. A Grande Apreensão
da Mesquita
Este ato terrorista, que
ocorreu entre 20 de Novembro de 1979 e 5 de dezembro de 1979, foi feito por
dissidentes islamistas de Meca, o lugar mais sagrado do Islã. O líder dos
rebeldes, Mohammed Abdullah al-Qahtani, declarou que ele é o "Mahdi" ou
"redentor" do Islã e todos os muçulmanos devem obedecer-lhe.
Centenas de peregrinos
que estavam presentes para o "hajj" anual foram tomados como reféns e
alguns deles foram mortos junto com os rebeldes no meio do fogo cruzado que se
seguiu para o controlo do local. O cerco terminou com a morte de 255 peregrinos
e militantes e com 500 feridos.
17. Atentado ao
Quartel Beirute
Um dos maiores atos de
terrorismo na década de 1980, ocorreu a 23 de outubro de 1983, no auge da
Guerra Civil Libanesa, quando dois caminhões-bomba explodiram perto da
embaixada dos EUA e de forças militares francesas.
O ataque contra as forças
multinacionais no Líbano foi reivindicada pela organização Jihad Islâmica, o
nom de guere para o Hezbollah, que estava recebendo ajuda da República do Irã e
Islã. Morreram 241 soldados.
16. Voo Pan Am 103
Este evento aconteceu a
21 de dezembro de 1988 num voo transatlântico Pan Am do Aeroporto de Heathrow
para o Aeroporto Internacional JFK, em Nova Iorque. O Boeing 747-121, explodiu
matando todos os 243 passageiros a bordo, bem como os seus 16 tripulantes antes
de cair em Lockerbie, na Escócia matando mais 11 pessoas no chão.
Os 3 anos de investigação
conjunta da polícia escocesa e do FBI resultaram na prisão de 2 cidadãos líbios
que foram entregues pelo líder líbio Muammar Gaddafi. Gaddafi também indemnizou
as famílias das vítimas, embora defendesse não ter ordenado o ataque que
resultou em mais teorias da conspiração.
15. Atentados de
Bombaim
Um trágico atentado
terrorista envolveu 13 explosões em Bombaim (agora Mumbai), na Índia. O ataque
a 12 de março de 1993, resultou na morte de 270 civis e fez mais de 700
feridos. Organizado por Dawood Ibrahim, o atentado foi realizado como um ato de
vingança contra o massacre muçulmano generalizado de dezembro para janeiro e a
destruição do Babri Masjid.
14. Ataque à Cidade de
Oklahoma
O pior ato de terrorismo
nos EUA antes dos ataques do 11 de setembro, foi o bombardeamento que ocorreu a
19 de abril de 1995, no Alfred P. Murrah Federal Building, um complexo de
escritórios em Oklahoma, que custou a vida de 168 pessoas, 19 das quais eram
crianças, e deixou mais de 800 feridos.
Também causou danos a 324
edifícios num raio de 16 quarteirões, queimou 86 carros, quebrou as vidraças de
258 edifícios, resultando em 652.000 mil dólares no valor de danos. O autor,
Timothy McVeigh, foi condenado à morte por injeção letal em 2001.
13. Ataque Bentalha,
Argélia
Também conhecido como o
"Massacre Bentalha", este evento trágico aconteceu de 22 a 23 de
setembro de 1997, quando guerrilheiros armados invadiram a aldeia e mataram
entre 200 e 400 dos seus habitantes.
Tudo começou com uma
explosão perto dos laranjais no bairro de Hai el-Djilali, seguida de
assaltantes armados com metralhadoras, facões e espingardas de caça indo de
casa em casa e abatendo homens, mulheres e crianças. O ato foi reivindicada
pelo Grupo Islâmico Armado, que também foi responsável por outros massacres,
incluindo a do Hais Rais.
12. Ataque às
Embaixadas dos EUA
Esta foi uma série de
ataques terroristas contra embaixadas dos EUA, nas cidades do Leste Africano de
Nairobi e Dar es Slaam, a 7 de agosto de 1998, que marcou o 8º aniversário da
chegada das forças dos EUA à Arábia Saudita.
As explosões de
caminhão-bomba foram ligadas ao grupo terrorista Al Qaeda local, liderada por
Osama bin Laden. Os caminhões, que estavam carregados com 3 a 17 toneladas de
materiais explosivos, detonaram simultaneamente, fazendo mais de 200 mortos e
milhares de feridos.
11. Atentando de
Karachi
O atentado em Karachi, a
18 de outubro de 2007, aconteceu no dia antes do primeiro-ministro Benazir
Bhutto ser recebido em casa depois de 8 anos de auto-exílio no Dubai e Londres.
As explosões ocorreram durante uma carreata a caminho do aeroporto para o
túmulo de Muhammad Ali Jinnah.
Três vans da polícia
suportaram o impacto das explosões, matando 20 policiais imediatamente e
resultando na morte de 139 pessoas, a maioria dos quais eram membros do Partido
do Povo do Paquistão (PPP).
10. Atentado de Bali
Considerado o mais mortal
dos atos de terrorismo na história da Indonésia, este evento trágico ocorreu a
12 de outubro de 2002, numa zona turística de Kuta. Resultou na morte de 202
pessoas, incluindo 38 locais.
Os ataques a casas
noturnas locais foram realizados por alguns membros da Jemaah Islamiyah, um
grupo islâmico terrorista, com o uso de duas bombas colocadas em uma mochila
carregada por homens-bomba e um carro-bomba, enquanto uma terceira bomba
explodiu na embaixada dos EUA, em Denpasar.
9. Atentado aos Trens
de Madrid
Também conhecido como
"11-M", este é considerado o mais trágico ataque terrorista na
Europa, que ocorreu a 11 de março de 2004. A série de atentados sincronizados
no trem cercania em Madrid, foram perpetrados por um grupo terrorista de
inspiração al-Qaeda. Morreram quase 200 pessoas.
8. Atentando do
Superferry 14
O mais mortífero ataque
terrorista do mundo no mar aconteceu a 27 de fevereiro de 2004 e resultou no
naufrágio do Superferry 14, 90 minutos após zarpar do porto de Manila a caminho
de Cagayan de Oro City.
Perpetrado por um grupo
terrorista islâmico, acabou com a morte de 116 pessoas. Inicialmente pensou-se
ser um acidente, mas as investigações mais tarde revelaram que um aparelho de
televisão com 4 kg de TNT foi a causa da explosão. Apesar de vários grupos
terroristas reivindicarem a tragédia, verificou-se ser o Abu Sayyaf por trás
dessa atrocidade.
7. Atentado dos
Transportes de Londres
A 7 de julho de 2005, uma
série de 3 explosões foram ouvidas a bordo dos trens do metrô de Londres em
toda a cidade, enquanto o quarto explodiu em 1 de 2 andares em Tavistock
Square.
Os ataques foram causados
por dispositivos caseiros à base de peróxido orgânico que foram embalados em
mochilas transportadas por homens-bomba. O ataque de 57 minutos terminou com a
morte de 52 civis e 4 homens-bomba, e feriu mais de 700.
6. Ataque à Cidade de
Sadr
A 23 de novembro de 2006,
este ataque envolveu uma série de carros-bomba e 2 morteiros. Um dos ataques
terroristas mais trágicos em Bagdá, onde, pelo menos, 215 pessoas morreram,
enquanto outras 257 ficaram feridas.
Tendo como alvo favelas
xiitas na cidade, que resultou em um toque de recolher de 24 horas e o
encerramento do Aeroporto Internacional de Bagdá. Os muçulmanos xiitas também
retaliaram, queimando 6 árabes sunitas vivos com querosene.
5. Atentado dos Trens
de Mumbai
A 11 de julho de 2006,
uma série de 7 explosões foram ouvidas na estrada de ferro suburbana em Mumbai,
que resultaram na morte de 209 pessoas e em 714 feridos. As bombas, que estavam
dentro de panelas de pressão para aumentar a reação termobárica.
Realizada pela
Lshkar-e-Talba e o Movimento Islâmico de Estudantes da Inida (SIMI), este
atentado foi feito em retaliação à opressão percebida das minorias muçulmanas
nas regiões de Gujarat e Caxemira.
4. Atentados em Bagdá
Estes ataques terroristas
envolveram 5 carros-bomba que explodiram em toda a cidade de Bagdá no dia 18 de
abril de 2007. Essa violência, que visava os civis xiitas, foi uma
reminiscência dos conflitos antes da capital iraquiana ser garantida. Fez cerca
de 200 vítimas.
3. Atentado em Al
Hillah
Este ataque terrorista
foi cometido contra muçulmanos xiitas, que estavam a caminho de Al Hillah em
peregrinação, a 6 de março de 2007. Dois homens-bomba com coletes explosivos
misturaram-se na multidão que comemorava uma festa tradicional. Quase 200 pessoas
morreram.
2. Ataque às
Comunidades Yazidi
O ataque mais mortífero
já cometido, a seguir ao 11 de setembro, aconteceu a 14 de agosto de 2007,
quando 4 atentados suicidas explodiram nas cidades de Yazidi e Jazeera. O
ataque com carro-bomba fez 796 vítimas, enquanto 1562 pessoas ficaram feridas.
As 2 toneladas de
explosivos que os 3 carros e um tanque de combustível fizeram com que os
edifícios desmoronaram, prendendo todo mundo por baixo, enquanto outros
naufragaram e achataram bairros inteiros.
1. Atentado do 11 de
setembro
A 11 de setembro de 2001,
uma sucessão de quatro ataques coordenados foi lançado pela al-Qaeda nas áreas
de Nova Iorque e Washington, nos EUA. Cinco aviões foram sequestrados por 19
terroristas.
Dois desses aviões, o
American Airlines Flight 11 e o United Airlines Flight 175, colidiram com as
torres norte e sul do World Trade Center, em Nova Iorque. Os edifícios entraram
em colapso após duas horas e levaram à destruição de edifícios próximos.
O terceiro avião, o voo
77, tinha como alvo o Pentágono, enquanto o último, o United Airlines Flight
93, tinha como objetivo o Capitólio, em Washington, mas caíram num campo na
Pensilvânia, quando os passageiros tentaram dominar os sequestradores. Este
evento catastrófico matou 3.000 pessoas.
Atentado
ao jornal Charlie Hebdo: 07/01/2015
Fonte:
http://www.ciencia-online.net/
Instituições da ONU
Assembléia
Geral: reúne todos os
países associados e constitui o órgão mais importante;
Conselho de Segurança: tem a missão de manter a paz e a
segurança mundial e que toma decisões sobre conflitos entre países;
Secretaria
Geral: administra a
instituição e executa os programas e políticas elaboradas pela entidade;
Conselho
Econômico e Social: é
o responsável pelos programas sociais e econômicos;
Corte
Internacional de Justiça:
julga as disputas entre os países.
Também
fazem parte da ONU a UNESCO, a OMS, a OIT, o BIRD (BM) e o FMI.
Assinar:
Postagens (Atom)