Os alunos em com notas vermelhas em Sociologia que precisarão fazer RECUPERAÇÃO CONTÍNUA devem realizar a seguinte tarefa: Elaborar 10 questões, com respostas, de cada texto publicado pela professora no Blog, referente a sua série:
1º Ano: Introdução à Sociologia
Preconceito e Racismo
2º Ano: Diversidade da População Brasileira
Consumo / Consumismo e a Evolução do K
3º Ano: Cidadania: Direitos e Deveres
Sociologia da Religião e origens do Terrorismo.
Os trabalhos devem ser entregues, impreterivelmente, na primeira semana de Agosto/2015.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
S - Preconceito e Racismo.
O CONHECIMENTO
FILOSÓFICO E AS CIÊNCIAS SOCIAIS
Por Patrícia Carvalho Pinheiro
O
conhecimento filosófico, ao contrário da Ciência e do Senso Comum que buscam a
verdade, procura a indagação, a reflexão. Refletir é o ato de se afastar do
objeto e analisá-lo de fora, sem interferir com suas opiniões e conceitos
próprios.
O
Filósofo Aristóteles, com base nesta ideia, desenvolveu o tema ETICA (a ação
humana pautada em virtudes morais) podemos determinar que o antiético é a ação
através do desvio dessas virtudes, isto é, através do defeitos, das
imperfeições humanas. Deste modo temos:
|
VIRTUDES
(ETICA)
|
DESVIOS
DA VIRTUDE (ANTIÉTICA)
|
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BENEVOLÊNCIA
|
MALDADE
|
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GENEROSIDADE
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MESQUINHARIA
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LEALDADE
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TRAIÇÃO
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FIDELIDADE
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INFIDELIDADE
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HONESTIDADE
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CORRUPÇÃO
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CORAGEM
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COVARDIA
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BRAVURA
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MEDO
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|
JUSTIÇA
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VINGANÇA
|
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MODESTIA
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ARROGÂNCIA
|
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HONRADEZ
|
DESONRA
|
No
entanto, há um tipo de desvio que pode estar relacionado à duas virtudes A
IGNORÂNCIA como desvio do RESPEITO e da SABEDORIA. A Ignorância como desvio da
Sabedoria está relacionada ao não saber, ao ignorar algo. Já a Ignorância como
desvio do Respeito relacionado ao ato de desrespeitar, maltratar pela ação da maldade.
Sob este aspecto podemos refletir sobre as ações humanas relacionadas ao se
tratar com pessoas diferentes: pela origem, pela cor da pele, pela aparência,
pela prática religiosa, etc.
Neste
caso, como ações antiéticas (comportamento humano) temos 3 tipos bem distintos:
PRÉ-CONCEITO, PRECONCEITO e DISCRIMINAÇÃO:
Como
PRÉ-CONCEITO está relacionado à IGNORÂNCIA DO NÃO SABER (OPOSTO À SABEDORIA),
consiste em se cometer um ato de julgamento sobre algo por não se conhecer o
objeto, por desconhecê-lo. Isso ocorre principalmente porque, todo ser humano,
ao se deparar com algo desconhecido, com o novo, tende a utilizar de ignorância
para defender-se do que pode ser ruim (o diferente sempre é visto como ruim, o
semelhante é o bom – ação humana da rejeição).
O
PRECONCEITO é o ato da IGNORÂNCIA PELO DESRESPEITO. Quando, ao se conhecer o
objeto, mesmo assim, se faz um julgamento negativo dele, antiético. Hoje, por
exemplo, sabe-se que não há distinção genética entre grupos humanos de etnias
diferentes (negros, brancos, pardos, amarelos, etc., são biologicamente
iguais). Mesmo assim, muitas pessoas se julgam melhores ou superiores a outras.
Quando
se coloca em prática o preconceito, isto é, quando se age contra alguém de
forma desrespeitosa, tem-se o ato da DISCRIMINAÇÃO.
A
Discriminação pode ser por gênero, por questões físicas, mentais, de credo, de
idade, raciais, etc. Quando a discriminação é racial (movida pela cor da pele
ou pela origem étnica) é chamada de RACISMO.
Como vivemos em um mundo controlado, legislado e idealizado,
culturalmente inclusive, por um grupo historicamente dominante: HOMEM, BRANCO,
RICO, HETEROSSEXUAL e ADULTO, existe, cada vez mais, a necessidade da Sociedade
criar Leis que possam garantir igualdade de direitos aos indivíduos
pertencentes aos grupos historicamente dominados.
RACISMO
Raça Biológica: variação genética dentro de indivíduos de
uma mesma espécie, superior à 20% (subespécie);
Raça Sociológica: distinção de grupos humanos
caracterizados por estereótipos fisiológicos: cor da pele, tamanho do crânio,
tipo de cabelo, etc.
As pesquisas científicas afirmam que
só existe uma única espécie de ser humano = homo sapiens sapiens, e que
qualquer variação genética na espécie é de uma variabilidade de 93%, o que não
caracterizaria uma subespécie, isto é, raças de humanos.
No entanto, socialmente, o conceito de raça é
bastante comum na distinção de grupos étnicos populacionais, sendo, comumente
distinguidos por 4 grandes grupos de raças humanas: brancos, negros, amarelos e
indígenas.
Embora esta distinção racial não seja
geneticamente aceita, sociologicamente é importante compreendê-la. Surgiu após
a descoberta de novos continentes, que não o europeu, devido a necessidade do
homem branco europeu em afirmar sua superioridade étnica diante de novos grupos
populacionais. Utilizando os pensamentos de Charles Darwin, sobre
EVOLUCIONISMO, surge o DARWINISMO SOCIAL, e os conceitos de PRIMITIVIDADE E
CIVILIDADE. O homem branco europeu se enxerga como “civilizado” (indivíduo
dotado de senso civil e de organização social) em contrapartida aos povos “primitivos”
(sem noções de civilidade) existentes em outros continentes.
Na distinção entre civilizados e primitivos
nasce o conceito de RAÇA: grupo de indivíduos humanos que pertencem a uma mesma
característica histórica (grau de civilidade) e a um mesmo patrão fisiológico
(cor da pele, tipo de cabelo, formato do crânio, etc.). O preconceito que surge
dentro do conceito de RAÇA é, deste modo, o de superioridade do HOMEM BRANCO
EUROPEU (que já teria passado por todos as etapas dos processos evolutivos da
espécie humana, por isso mais inteligente, mais bonito, mais civilizado).
Antropologicamente, o conceito de RAÇA HUMANA
deve ser substituído pelo termo ETNIA (que está ligado a fatores culturais como
nacionalidade, origens históricas, identidade tribal, religião, língua,
tradições culturais e reivindicações de soberania sobre o território em que
vivem).
Portanto, apesar da não existência de bases
científicas para classificar biologicamente os seres humanos, as desigualdades
sociais existem, devido ao preconceito racial.
A IDENTIDADE CULTURAL de um povo também
resulta da maneira como as pessoas se relacionam com o espaço que habitam, ou
seja, do modo como organizam esse espaço territorial. Uma nação se apropria dos
lugares por meio de práticas culturais, que envolvem sentimento e simbolismo
atribuídos a um determinado local.
No caso do Brasil, um território continental,
com quase 200 milhões de pessoas, um povo com influências culturais múltiplas,
resultante de uma miscigenação racial sim, mas principalmente cultural.
ASSIM TEMOS:
Etnia: Uma etnia ou um grupo
étnico é uma comunidade humana definida por afinidades linguísticas e
culturais. Estas comunidades geralmente reivindicam para si uma estrutura social, política e um território.
Povo: o povo é o conjunto
dos cidadãos de um país, ou
seja, as pessoas que estão vinculadas a um determinado regime jurídico, a
um estado. Um povo está
normalmente associado a uma nação e pode ser constituído por diferentes etnias.
Nação: é um grupo étnico (com língua,
religião, costumes e tradição) constituem direito de povo, isto é, tem um território
em forma de governo – um Estado.
LEIS NO BRASIL E NO
MUNDO:
No Brasil a DISCRIMINAÇÃO PELA DIFERENÇA por si só é
CRIME. O RACISMO é um tipo de discriminação.
Em conformidade com as leis internacionais, pautadas pela
CONVENÇÃO DE GENEBRA (1973), RACISMO é o ato de se julgar ou praticar
desrespeito a um indivíduo por considerá-lo inferior por causa de sua origem
étnica ou por sua cor de pele, desde que este julgamento seja realizado por um
indivíduo e/ou grupo, historicamente dominante sobre um indivíduo e/ou grupo
historicamente subjugado (dominado). Isto significa que atos de racismo só
podem ser constatados quando um indivíduo declaradamente branco age
preconceituosamente contra alguém pertencente a outro grupo étnico/racial.
Quando a ação ocorre de modo invertido, no Brasil é apenas considerado um ato
de AFIRMAÇÃO RACIAL, o que não é Crime.
Deste modo, no Brasil só é considerado racismo quando um
indivíduo é proibido ou inibido de realizar qualquer ação por ser considerado
inapto por causa da cor da pele ou de sua origem étnica. Neste caso é um crime
inafiançável, e pode ser punido com detenção de 6 meses a 4 anos.
Quando a
discriminação não impede o indivíduo de realizar normalmente qualquer tipo de
ação, quem cometeu o ato responderá pelo crime de INJÚRIA RACIAL e não de
RACISMO, que não é inafiançável e gera punição de no máximo 6 meses de
detenção, ou conversão para serviços comunitários.
S - Consumo / Consumismo e A Evolução do K
A Evolução do Capitalismo
Por Patrícia Carvalho Pinheiro
As fases
do K ao longo da história podem ser divididas em 3: K Comercial, Industrial e
Financeiro.
K Comercial (mercantilista):
- Período
de acumulação primitiva de capital, ocorrido na primeira fase do K, logo após
as navegações e a conquista, pelos países europeus, de novas terras, para
expropriar suas riquezas. Em um segundo momento, após o esgotamento das
riquezas de metais e pedras preciosas, inicia-se o desenvolvimento do Sistema
de Plantation (latifúndio, trabalho escravo, monocultura);
- Características
da DIT: Europa = metrópole / América-África-Ásia = colônias (fornecedoras de
matéria-prima para a manufatura e alimentos);
K Industrial:
1ª
Revolução Industrial – desenvolvimento da máquina a vapor; Surgimento da teoria
Liberal (Adam Smith = laissez-faire).
2ª
Revolução Industrial – máquina à combustão – aceleração da produção.
- A
necessidade de encontrar uma forma de aumentar a lucratividade com o
investimento da acumulação primitiva de capital, o excesso de mão-de-obra nas
cidades (com o desemprego no campo) fez o desenvolvimento da indústria uma boa
opção para a burguesia européia. Os entraves eram: a mão-de-obra escrava nas
colônias (que não consomem) e própria existência de colônias (dificuldade de
comercialização das maiores economias industriais – ING, FRA e HOL). Para resolver foi difundido processo de
abolição da escravatura e independência das colônias.
- DIT:
Europa = centro / América-África-Ásia: neocolonialismo e imperialismo
(agropecuários e extrativistas).
- Ao
inibir o desenvolvimento industrial nas neocolônias a burguesia européia, após
a 1ªGGM, apropria-se e/ou unificam forças, dando origem a conglomerados
industriais: trustes e holdings; passam a controlar setores completos da
economia: monopólios e oligopólios; e a desenvolver práticas que desabilitaram
a livre-concorrência, como cartéis.
K Financeiro:
Após
a 2ª GGM o Mundo, em Guerra Fria, passa a ser dividido em 3: 1º Mundo (k
ricos), 2º Mundo (socialistas), 3º Mundo (K pobres); Surge a 3ª Revolução
Industrial, acentuada na disputa tecnológica das corridas espacial e
armamentista.
O
crescimento econômico das empresas capitalistas se acentua com a quebra da URSS
e com a conquista do domínio de tecnologias antes pertencentes aos países.
Surgem
grandes centros de produção tecnológica nos países ricos, os tecnopólos,
ligados à grandes universidades e com investimentos em P&D (Pesquisa e
Desenvolvimento). Para poupar gastos de produção e investir mais em P&D,
várias empresas se instalam em países pobres, com recursos materiais e humanos
disponíveis, tornando-se multinacionais e/ou transnacionais.
O
consumismo passa a ser a base para o novo sistema produtivo da 3ª Revolução Industrial.
Por isso, para estimular a aquisição de novos bens o sistema capitalista se
consolida baseado em três fatores: investimento em Propaganda e Marketing,
Obsolescência Programada e Substituição Tecnológica.
A
OMC e a OIT são criadas para pressionar governos afim de garantir
desenvolvimento social em áreas de desenvolvimento industrial, através da
criação de empresas nacionais de infra-estrutura (siderurgia, transportes,
educação, comunicação, saneamento, energia, etc); bem como o fim do
trabalho-escravo e infantil.
As
novas configurações da economia mundial, e o grande desenvolvimento de alguns
países reconfigura a DIT:
Países
desenvolvidos/industrializados = ricos do norte; Países subdesenvolvidos/agropecuários
= pobres do sul; Países subdesenvolvidos (ou em desenvolvimento) e
industrializados (de industrialização tardia) = emergentes.
A
DST também ganha novos contornos: a economia passa a desenvolver-se em 5
setores: primário = agropecuário e extrativista; secundário = industrial
(transformação e/ou tradicionais); terciário = serviços e comércio; quaternário
= produção de conhecimento (tecnologia, p&d); quinário: de valores
intelectuais embutidos (marcas, fama, etc).
Nos
anos 2000 as empresas especializadas em tecnologia se tornam tão primordiais
que reconfiguram o K: hoje tem-se o capitalismo da circulação: de valores, de
mercadorias, de informações, de produtos, de doenças, etc..... isso chama-se
Globalização (econômica) e Mundialização (cultural).
Graças
à pressões internacionais os EMERGENTES conquistam as quebras de patentes
(direitos de comercialização) de diversos produtos – medicamentos, produtos
tecnológicos, etc).
A
base para o crescimento dos emergentes está ligada à a captação de recursos
estrangeiros (dólares), concretizado principalmente com o aumento de juros, privatizações,
empréstimos junto ao FMI e aumento das exportações.
SINOPSE:
|
Período
|
Pré-
Historia
|
Idade
Antiga
|
Idade
Média
|
Idade Moderna
|
Idade
Pós-
mod.
|
Idade
Contemp.
|
|
Sistema
Econômico
|
C
|
E
|
F
|
1ª Fase
K
|
2ª
Fase
K
|
3ª
Fase
K
|
|
Datas
|
De
2 milhões até 10 mil anos
|
De
10 mil anos até 476 d.C.
|
De
476 à 1453 e/ou 1534.
|
De
1534 à 1789.
|
De
1789 até
1945
|
De
1945 até hoje
|
|
Marcos
|
Surge
a escrita
|
Invasão
Bárbara à Roma
|
Ret.
Const. ou
C.
de Trento
|
Revolução
Francesa
|
2ª
GGM
|
|
|
Calculo
de riqueza e país dominante
|
Terras
ALE
e ITA
|
Ouro
ING
e FRA
|
Dólares
USA
|
|||
S - Sociologia da Religião e origens do Terrorismo
A Sociologia da Religião
e as origens históricas do “Terrorismo”
Por
Patrícia Carvalho Pinheiro
Vários dos ataques terroristas
ocorrentes no mundo são assumidos por grupos terroristas islâmicos
fundamentalistas, que utilizam a desculpa da religião para atacar militarmente
seus inimigos políticos.
As origens histórias da chamada “Jihad
Islâmica – Guerra Santa” tem como base a formação das 3 maiores religiões
monoteístas do mundo: O Judaísmo, o Islamismo e o Cristianismo, todas herdeiras
de Abraão e, segundo princípios religiosos islâmicos eles formam o verdadeiro
POVO DE DEUS na Terra e têm direitos sobre Canaã.
Esses conflitos religiosos se
intensificaram com a disputa política pelo território do Oriente Médio (maior
região petrolífera do mundo).
Em 1979, os afegãos expulsaram os
soviéticos de seu território, mas devido a pressões de Israel, os USA não
enviaram a promessa financeira ao Afeganistão.
Graças a essa não-ação dos USA, os
Talibãs implantaram no Afeganistão um sistema de governo fundamentalista,
surgindo com isso um sentimento de revanchismo contra os estadunidenses. Tal
sentimento desenvolveu-se com o apoio financeiro do milionário saudita Osama
bin Laden.
A traição estadunidense também gerou
revanchismo em outros países islâmicos, principalmente no Irã.
O Irã faz parte do círculo de maior
produção petrolífera do mundo, o Golfo Pérsico. Irã, Iraque, Arábia Saudita e
Kuwait, são responsáveis por 90% da produção de petróleo no mundo. Sozinhos, os
USA consomem 70% do petróleo mundial, o que os tornam dependentes da produção
do Golfo.
Em 1979, o Irã passa pela Revolução
dos Aiatolás, quando o fundamentalista Aiatolá Khomeini assume o governo, e
desregra a cotação mundial de petróleo, e bloqueando o envio do combustível aos
USA.
Para contornar a situação, em 1980 os
USA resolvem financiar o maior rival do Irã na região. O Iraque, do jovem
governante Saddan Hussein aceita uma proposta dos USA, muito parecida com a
feita aos Talibãs em 73. Mas para tanto, Saddan exigiu do governo estadunidense
o envio de armas químicas, biológicas e nucleares ao Iraque. Os USA aceitaram o
acordo.
A Guerra Irã-Iraque durou de 1980 à
88, e ao final dela, mais uma vez, os USA não cumpriram o acordo de envio
financeiro para a reconstrução do Iraque no pós-guerra.
Como represália, em 1990 o Iraque
invade o Kuwait, e bloqueia a exportação de petróleo para os USA.
Em 18 de janeiro de 1991, os USA
comandam 28 nações na desocupação do Kuwait, com o aval da ONU. O episódio
ficou conhecido como A Guerra do Golfo. No entanto, o então presidente dos USA,
George Bush, foi impedido, pela própria ONU, de invadir o Iraque, o que poderia
acarretar em uma guerra de destruição em massa, mediante o perigo das armas de
ambos países.
Bases para a 2ª Guerra do Golfo.
Em 2000, após tumultuadas eleições,
George W. Bush é eleito Presidente dos USA, sem a maioria total de votos.
Um de seus primeiros atos foi a ordem
para a construção de um Escudo Militar nos USA. Essa medida feria o Tratado de
Não Proliferação de Armas da ONU. Mediante a insistência do governo estadunidense
na idéia de sua vulnerabilidade diante de ações terroristas, a ONU, em julho de
2001, proibiu os USA de continuarem a construção do Escudo.
Em 11 de setembro de 2001, a
“vulnerabilidade” dos USA é mostrada em tempo real ao mundo, com os atentados
terroristas a Nova Iorque e Washington. Logo após, os USA são surpreendidos com
a proliferação de mortes por contato com Antraz em seu território.
Com a prova de que estava certo,
George W. Bush investe na retaliação ao Afeganistão e consegue importante
vitória na ONU – a permissão para a retomada da produção bélica.
Com duas bases importantes no Oriente
Médio: Kuwait e Afeganistão, em 2002 o governo de Bush lista os países que
ameaçam a paz mundial, devido seu suposto apoio a movimentos terroristas: Irã,
Iraque e Coréia do Norte. Coincidentemente dois dos maiores produtores de petróleo
do mundo e o único país que não aceita, declaradamente, as investimentas estadunidenses
no mundo, respectivamente.
No entanto, suspeitas que recaem sobre
a veracidade dos atentados ao país em 2001, e o fato da família Bush estar
diretamente envolvida com poços de petróleo no Texas, levam diversos
especialistas a acreditarem que o conflito serve de pretexto para que os USA
possam controlar as reservas de petróleo do Oriente Médio, o que seria crucial
para que o país mantivesse sua supremacia no mundo devido a ameaça de ascensão
da UE, que anexará outros 10 países este ano.
Com a chamada “Segunda Guerra do
Golfo”, ocorreu contra o governo de
Saddan Hussein no Iraque. Em março de 2003, uma
coalizão de países liderada pelos EUA e pelo Reino Unido invadiu
o Iraque para depor Saddam,
depois que o presidente
dos EUA, George W. Bush acusou o líder iraquiano de possuir
armas de destruição em massa e deter ligações com a Al-Qaeda. O Partido Baath de
Saddam foi dissolvido e a nação fez uma transição para um sistema democrático.
Após sua captura em 13 de dezembro de 2003 (na Operação
Red Dawn), o julgamento
de Saddam ocorreu sob o governo
interino iraquiano. Em 5 de novembro de 2006, ele foi condenado por acusações relacionadas ao assassinato
de 148 xiitas iraquianos em 1982 e foi condenado à
morte por enforcamento. A execução
de Saddam Hussein foi realizada em 30 de dezembro de 2006.
Após a conquista do
Iraque, o governo estadunidense partiu para uma nova investida no Oriente
Médio, a chamada Guerra ao Terror, que tem como base, destituir governos não
democráticos em países árabes (muitos deles que apoiavam grupos terroristas) e,
consequentemente, a implantação do sistema capitalista no mundo árabe.
Em 1 de maio de 2011, dez anos desde os atentados
do 11 de setembro, o Presidente Barack Obama anunciou pela televisão que Osama bin Laden havia sido morto
durante uma operação militar estadunidense em Abbottabad. Seu corpo teria ficado sob a custódia
dos Estados Unidos e sido sepultado no mar após passar por rituais
tradicionalmente islâmicos.
Seria esse o fim da
Guerra ao Terror, que muitos especialistas garantem se tratar da 3ª GGM?
PRIMAVERA
ÁRABE:
Os protestos no mundo árabe em
2010-2012, também conhecidos como a Primavera
Árabe, são uma onda
revolucionária de manifestações e protestos que vêm ocorrendo no Oriente Médio e no Norte da África desde 18 de dezembro de 2010. Até hoje, tem havido revoluções na Tunísia e no Egito, uma guerra
civil na Líbia;
Grandes protestos na Argélia, Bahrein, Djibuti, Iraque, Jordânia, Síria, Omã e Iémen e protestos menores no Kuwait, Líbano, Mauritânia, Marrocos, Arábia
Saudita, Sudão e Saara Ocidental.
Os protestos têm
compartilhado técnicas de resistência civil em campanhas sustentadas envolvendo greves, manifestações, passeatas e comícios, bem como o uso das mídias sociais, como Facebook,Twitter e Youtube, para organizar,
comunicar e sensibilizar a população e a comunidade
internacional em face de tentativas
de repressão e censura
na Internet por partes dos Estados.
Pesquise por país em http://topicos.estadao.com.br/ (nome
do país).
Em 2013 destacaram-se os conflitos na
Síria. Uma parte do povo sírio (asilados
políticos palestinos, em sua maioria, ou da etnia curda, todos religião sunita
– ou ainda uma pequena minoria cristã ortodoxa) quer a saída de Bashar
Al-Assad, um ditador que comanda o país desde 2000, ou seja, há mais de 13
anos. Ele recebeu o cargo de seu pai, que ficou no poder por mais de 30 anos e
governa o país apenas para uma parte da população que o apoia. Em 2007 foi
candidato único à presidência e teve aprovação de 97% da população com direitos
políticos (20% do total). Em 2011 uma série de protestos contra seu governo
foram organizados pela população, que exige democracia. O governo de Al-Assad
os considera “rebeldes”, e passa a atacar militarmente regiões do país onde a
população não apoia seu governo. Esses “rebeldes” conseguiram formar milícias
de resistência, com apoio bélico dos USA. Em agosto de 2013 Al-Assad usou armas
químicas em vários ataques militares. Com a denúncia feita pela ONU e pela Cruz
Vermelha, foi convocado, pelos USA, o Conselho de Segurança da ONU, que em
setembro votou a favor do ataque ao país, por infringir a Convenção de Genebra.
No entanto 2 países nucleares votaram contra: RUS e CHI. Assim começam empasses
sobre o ataque ou não. Enquanto tropas da OTAN ocupam o mediterrâneo, China
retira-se das negociações de RUS e USA ficam por mais de 2 meses em negociações
diplomáticas. Após ultimato ao governo sírio, em novembro o ditador decide
entregar seu arsenal químico. Inspetores da ONU vão ao país e destroem quase
todo o arsenal. Esta semana (abril/2014) o ditador aceitou novo acordo com a
RUS para entregar os últimos 8% de armas que ainda possui.
ISRAEL X PALESTINOS
Ao formar-se o Estado de Israel em
1948, a população árabe local foi expulsa e teve de se refugiar em outros
países, como a Jordânia, o Egito, a Síria e o Líbano. A esse grupo de
refugiados políticos, despatriados, convencionou-se denominar PALESTINOS. Desde
então, buscam o direito de também terem constituído um país próprio, o Estado
da Palestina. Mas as constantes invasões israelenses a outros países árabes,
para a sua expansão territorial não tem permitido a PAZ.
Principais conflitos
entre árabes e israelenses – pós formação de Israel (1948);
-
Guerra de Suez (1956): envolveu FRA e ING (que tentaram recuperar parte dos
antigos territórios coloniais), o Egito (aliado dos palestinos) e os USA
(apoiando interesses de Israel
-
Guerra dos Seis dias (1967): os palestinos com o apoio de Egito, Jordânia e
Síria tentou resistir ao avanço territorial de Israel que anexou também terras
do Egito (Sinai e Faixa de Gaza), da Jordânia (Cisjordânia) e Síria (Colinas de
Golan);
-
Guerra de Yom Kippur (1973): nova vitória israelense (conseguiram acordo com
Egito e Jordânia), devolveu a península de Sinai e evitou a fundação do Estado
Palestino.
-
Criação da faixa de segurança (1978): O Líbano abrigou palestinos refugiados da
Jordânia. Foi criada uma faixa de segurança para prevenir ataques de
guerrilheiros à territórios israelenses (1985). Foram milhares de mortos de
ambos os lados. Em 2000 Israel retirou suas tropas do sul do Líbano
-
A Síria é o único país ocupado que ainda não selou acordos de paz com Israel.
Principais grupos
“Terroristas” da atualidade:
- Al-Qaeda: Com nome que
significa “a base” em árabe, essa é a organização terrorista mais conhecida do
mundo, sobretudo em razão dos atentados às torres do World
Trade Center, em 11 de setembro de 2001. Ela é majoritariamente
composta por muçulmanos fundamentalistas e tem por objetivo erradicar a
influência ocidental sobre o mundo árabe. Foi criada em 1980 para defender o
território do Afeganistão contra a URSS, que buscava expandir o domínio
socialista sobre o país. Inicialmente essa organização contava com o apoio dos
EUA, mas rompeu relações com esse país no início da década de 1990. São unidos
aos Talibãs (universitários) que é um grupo político que atua no
Paquistão e no Afeganistão, também preocupado com a aplicação das leis da sharia.
O grupo comandou o Afeganistão desde 1996 até 2001, quando os EUA invadiram o
país após os atentados de 11 de setembro. Com a retirada das tropas
estrangeiras, o grupo vem fortalecendo-se e retomando o controle de boa parte
do território afegão.
- Boko Haram: o significado do
seu nome é “a educação não islâmica é pecado”, sendo às vezes traduzido também
como “a educação ocidental é pecado”. O Boko Haram é também uma organização
antiocidental que objetiva implantar asharia (lei
islâmica) no território da Nigéria. Ela foi fundada em 2002, mas ganhou
notoriedade maior em 2014 com o sequestro de centenas de jovens, além de uma
série de atentados que resultou em uma grande quantidade de mortes. Os
atentados mais radicais iniciaram-se em 2009, quando o então líder e fundador,
Mohammed Yusuf, foi assassinado pela polícia nigeriana.
- Hamas: apesar de não ser
considerado como um típico grupo terrorista por alguns analistas, o Hamas —
sigla em árabe para “Movimento de Resistência Islâmica” — é temido pela maioria
das organizações internacionais e Estados, sendo por isso classificado como
tal. Ele atua nos territórios da Palestina, tendo como objetivo a destruição do
Estado de Israel e a consolidação do Estado da Palestina. O seu braço armado é
uma frente chamada de Al-Qassam, além de
configurar-se também como um partido político que, inclusive, venceu as
eleições em 2006 e que hoje controla a Faixa de Gaza. Países apoiadores do
Hamas, como Turquia e o Qatar, não consideram o grupo como uma entidade
terrorista, mas sim uma frente política legítima.
- Estado Islâmico (EIIS): o Estado Islâmico
no Iraque e na Síria (EIIS) é um grupo terrorista jihadista que age nos dois
referidos países, tendo surgido em 2013 como uma dissidência da Al-Qaeda,
inspirando-se nesse grupo. O seu líder é Abu Bakr al-Baghdadi, que liderou a
Al-Qaeda no Iraque em 2010 e que havia participado da resistência à invasão dos
Estados Unidos ao território iraquiano em 2003. O objetivo do EIIS é a criação
de um emirado islâmico abrangendo os territórios da Síria e do Iraque.
Instituições da ONU
Assembléia
Geral: reúne todos os
países associados e constitui o órgão mais importante;
Conselho de Segurança: tem a missão de manter a paz e a
segurança mundial e que toma decisões sobre conflitos entre países;
Secretaria
Geral: administra a
instituição e executa os programas e políticas elaboradas pela entidade;
Conselho
Econômico e Social: é
o responsável pelos programas sociais e econômicos;
Corte
Internacional de Justiça:
julga as disputas entre os países.
Também
fazem parte da ONU a UNESCO, a OMS, a OIT, o BIRD (BM) e o FMI.
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